Delegado diz que crime não foi encomendado; suposto cliente de Asfury nega pagamento

O ex-prefeito Joaõ Asfury, o primeiro do município de Porto Acre, assassinado por decaptação na madrugada deste domingo (5), não foi vítima de crime encomendado. A revelação foi feito pelo delegado que preside as investigações, Carlos Bayma. A cabeça do ex-prefeito foi encontrada 30 metros distantes do corpo. “Eles (os criminosos) a jogaram debaixo de um barranco”, disse o delegado.

asfury-640x480Dez pessoas da comunidade foram ouvidas, segundo o delegado. “Não temos pistas ainda sobre o autor, ou autores desta barbárie. Mas a cidade inteira está revoltada”, informou Carlos Bayma.

Em depoimento, um parente do ex-prefeito disse que ele havia recebido uma quantia em dinheiro, resultado de um serviço que ele havia feito. João Asfury era tapeceiro e morava sozinho. “A pessoa indicada pela família como sendo o pagador desse trabalho também foi identificada e ouvida. Ela nega ter realizado o pagamento”, afirma o delegado.

O ex-prefeito de Porto Acre foi decaptado quando voltava para casa, em via pública, após se despedir de amigos, com os quais jogava dominó. A vítima estava sozinha. A cabeça do ex-prefeito foi arrancada do corpo com o uso de uma arma branca. No Instituto Médico Legal, o legista não identificou perfurações a bala. “Oficialmente, ele não tinha rixa com ninguém. Todos que jogavam dominó com ele disseram que seu comportamento era normal, de alegria”, informou o delegado.

 

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