Sindicalista pede auditoria no Bujari; prefeito teria pago quase R$ 8,50 por pacote de “coloral”

”Não abriremos mão de um centavo da educação. O prefeito faz uma gestão desastrosa", disse sindicalista

O prefeito Tonheiro faz uma gestão desastrosa, diz Rosana

O prefeito Tonheiro faz uma gestão desastrosa, diz Rosana

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Relatório mostra que pacote do coloral custa R$ 1,78, mas está sendo comprado a R$ 8,48

A presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, pede investigação do Tribunal de Contas do estado (TCE) nas transferências de recursos estaduais para a Prefeitura do Bujari. A sindicalista terá audiência com a presidente do TCE, Naluh Gouveia, na próxima segunda-feira (1). A CUT, o núcleo do sindicato no município e o sindicato rural do Bujari estarão presentes.

A receita própria do município pelo prefeito Antônio Raimundo de Brito Ramos (PT), o “Tonheiro”, também precisa ser auditada, entende Rosana nascimento.

”Não abriremos mão de um centavo da educação. O prefeito faz uma gestão desastrosa. Ele ainda não devolveu os R$ 159,5 mil desviados do Programa Nacional de Assistência à Educação (Pnae). Não pavimentou um palmo de rua, mas recebeu, e usou sabe Deus como, mais de R$ 400 mil para esta finalidade. Não é só a educação que está sendo assaltada”, criticou a presidente do Sinteac.

O crime de responsabilidade teria sido confirmado em auditoria da Controladoria Geral da União (CGU). O documento afirma que os recursos destinados para a pavimentação de ruas “foi transferido indevidamente, de uma conta federal, para uma conta da prefeitura”.  Os auditores da CGU se dizem surpresos com o fato de o prefeito do PT ter usado recursos do Pnae, exclusivos para a melhoria da educação básica, para depósitos judiciais.

O Sinteac teve acesso ao relatório da CGU, que teria atestado superfaturamentos gigantescos na compra de gêneros alimentícios destinados à merenda escolar naquele município, distante 22 quilômetros da capital. O documento ensejou na aprovação de CPI para cassar o mandato do prefeito, mas o presidente da Câmara Municipal, Adaildo Oliveira (PT), ainda não mandou a resolução 11-2015 para publicação no Diário Oficial.

Chama atenção o item 34 do relatório da CGU, que cita um superfaturamento de 376% na aquisição de 212 pacotes de coloral, condimento à base de urucum usado para temperos diversos. A unidade, segundo a CGU, deveria custar R$ 1,78. Porém, o prefeito pagou R$ 8,48 – um preço impraticável em qualquer lugar do planeta. Em relação ao leite pausterizado, produto muito utilizado na merenda dos alunos, a prefeitura comprou 11.143 litros do alimento com um superfaturamento superior a 165%, o equivalente a um gasto desnecessário de R$ 36 mil. A  salsicha para cachorro quente foi superfaturada em 200% na compra de 1,277 quilos do produto. A lata de óleo de soja, que tinha preço médio de R$ 2,98 àquela época, foi comprada por R$ 6,70.

O prefeito, segundo a CGU, fez saques diversos de contas bancárias alimentadas pelo governo federal sem comprovar a utilização social desses recursos. No relatório, a Controladoria Geral da União afirma que “Tonheiro” deixou de apresentar documentos como prova da utilização legal dos recursos da Educação.

“O prefeito, como professor que é, envergonha a categoria. A surpresa da CGU não me causou espanto. Estamos falando de um partido que botou o país no fundo do poço e responsável pela corrupção mais gritante que conhecemos”, finalizou a presidente do Sinteac.

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