Consulado investiga caso de adolescente que teria sido sequestrado por policiais bolivianos

De acordo com a vice-consul do Brasil em Cobija, Rosângela Vanderlei, ainda nesta quinta-feira (15) o órgão deve notificar o Itamaraty sobre a entrada da polícia boliviana em território brasileiro

2014052219563Após a manifestação de familiares de um adolescente de 16 anos que teria sido sequestrado por policiais bolivianos na última terça-feira (12), fechando a ponte Wilson Pinheiro, o Consulado do Brasil em Cobija resolveu investigar o suposto sequestro do menor que teria acontecido no dia 2 deste mês. O jovem teria cometido assaltos na idade.

De acordo com a vice-consul do Brasil em Cobija, Rosângela Vanderlei, ainda nesta quinta-feira (15) o órgão deve notificar o Itamaraty sobre a entrada da polícia boliviana em território brasileiro. A Defensoria do Povo de Cobija também deve ser notificado para tomar conhecimento sobre o fato.

Segundo o que já foi apurado pelo órgão, os policiais bolivianos prenderam o menor na cidade de Brasileia e não prestaram as devidas informações ao consulado. O jovem está sobre a custódia da pousada do menor em Cobija e deve ser atendido por uma advogada cedida pelo consulado para verificar seu estado de saúde, já que a família também alega que ele esteja sofrendo agressões e maus tratos.

Entenda o caso:

O adolescente de 16 anos foi apreendido em Cobija, segundo a família, no dia 12 de agosto por cometer assaltos no país vizinho. Porém, no dia 2 de setembro ele teria fugido do abrigo em que estava e voltado para casa em Brasileia. Daí então, a polícia brasileira foi acionada e apreendeu novamente o menor, só que por não ter um mandado de internação em aberto, ele foi liberado.

No mesmo dia, policiais bolivianos entraram em território brasileiro, colocaram o menor dentro de um carro e levaram para a Bolívia. A família chegou a fechar uma ponte que liga o Brasil à Bolívia na segunda-feira (12), pedindo ao consulado um posicionamento sobre o que eles chamaram de sequestro.

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