Você sabe quanto custa aos cofres públicos as refeições de presidiários em Cruzeiro do Sul?

O montante ultrapassa os R$ 20 mil por dia. A empresa que venceu a licitação pode chegar a ganhar mais de R$ 10 milhões ao ano

A maior parte das pessoas costuma afirmar que um detento é muito caro para o Estado mantê-lo encarcerado. Mas o custo real de cada um é sempre envolvido de em mistério. Contudo, um extrato de contrato entre o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) e uma empresa fornecedora joga alguma luz no assunto.

O Extrato do Contrato Nº 071/2016/Iapen revelou que o valor médio calculado para cada uma das três refeições a ser servida no presídio Manoel Neri é de R$ 9,48. Com isso, as mil refeições diárias, entre desjejum, almoço e jantar, custarão R$ 28,44 mil ao dia.

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R$ 10.238.400,00 em doze meses

Conforme se verifica, a empresa no contrato publicado, a E. Magalhães Lima (ME), foi contratada para prestar serviços de gerenciamento de cozinha industrial para fornecimento (produção), entrega e distribuição interna de alimentação.

O serviço deverá ser prestado nas Instalações físicas do Complexo Penitenciário do município de Cruzeiro do Sul (Unidade Manoel Neri). O valor total do contrato é de R$ 10.238.400,00 e será de 12 meses, podendo ser prorrogado e reajustado a cada ano.

Não ficou claro se as refeições serão preparadas na cozinha do presídio ou em dependências próprias da empresa, nem se a mão de obra a ser utilizada será de presidiários no primeiro caso.

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Empresa fornecerá três mil refeições ao dia

Isso representa dizer que cada preso come o equivalente a R$ 28,44 a cada 24 horas. Como são, ao todo, três mil refeições ao dia, o gasto com a alimentação no presídio em Cruzeiro do Sul é de R$ 28,44 mil a cada 24 horas, considerando o valor médio das refeições.

A média de preço tem como base as três refeições diárias, sendo um desjejum (básico) de pão (100g), manteiga (10g), café com leite (200ml) e servido em um copo descartável e duas refeições principais (almoço e jantar) contendo na marmita básica: arroz (300g), feijão (150g), farofa (50g), salada (60g), macarrão (80g) carnes vermelhas/brancas (160g).

Mesmo com 50 porções diárias, e preciso ser acrescida algum item especial a cada refeição, o valor é bastante compensador para a empresa vencedora por conta do volume diário.

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O grande volume de compras vai permitir a empresa vencedora ações como montar uma padaria própria, pois será preciso fornecer os três mil pães.

Sobre a quantidade de alimentos das refeições principais, a empresa terá que comprar mensalmente: arroz 18.000kg; feijão 9.000kg; farinha 3.000kg; macarrão 4.800kg; carnes vermelhas/brancas 9.600kg.

Com compras tão significativas, é bastante provável que a empresa consiga negociar preços melhores com os fornecedores, ampliando seus lucros. A quantidade de alimentos se assemelha a fornecer alimentos para um conjunto habitacional de 200 residências, cada uma com cinco pessoas.

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