Família confirma morte de médico acreano, Marcio Bestene, do time da Chapecoense

No total, eram 48 membros da Chapecoense, incluindo 22 jogadores, 21 jornalistas e três convidados, além da tripulação.

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O médico Marcos Koury tinha uma filha de cinco anos de idade/Foto: Arquivo familiar

O médico acreano Marcio Koury estava entre os membros do time da Chapecoense, que caiu na madrugada desta terça-feira, próximo ao aeropoto de Medelin, na Colômbia. Sua mãe, a professora da Universidade Federal do Acre (UFAC), Nabiha Bestene, está em Goiânia a tratamento de saúde, e não se pronunciou sobre a tragédia.

A informação foi confirmada pelo tio de Márcio, o ex-deputado José Bestene (PP), que chora muito.

Márcio era chefe da equipe médica do time. Ele também é sobrinho do ex-deputado estadual José Bestene, presidente do Partido Progressista (PP) no Acre.

Desde o acontecimento, a família de Márcio Koury está abalada. José Bestene, que era muito ligado ao sobrinho, chora muito, juntamente com os demais familiares do médico acreano. (Redação ContilNet)

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O médico acreano Marcio Koury com a mãe, Nabiha Bestene, e a filha de cinco anos

Avião da Chapecoense cai na Colômbia; 72 morreram e só sete sobreviveram

Uol

O avião que levava o time da Chapecoense para o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana sofreu um acidente na região metropolitana de Medellín, na Colômbia, segundo confirmação da defesa civil de Medellín à “Rádio Caracol”, emissora local. A administração do aeroporto José Maria Córdova, onde pousaria a aeronave, também confirmou o ocorrido.

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Restos do avião que levava jogadores

De acordo com a defesa civil, 79 pessoas estavam à bordo do voo da Chapecoense, sendo que 72 delas morreram na tragédia, enquanto outras seis sobreviveram – dos que saíram com vida estão os goleiros Danilo e Jackson Follmann, o zagueiro Neto (confirmado depois pela TV Medellin) e o lateral Alan Ruschel. Uma aeromoça, um técnico da aeronave e um jornalista também não morreram.

Além dos jogadores, a aeronave levava membros da comissão técnica da equipe catarinense e 21 jornalistas, além de nove tripulantes. O piloto perdeu o contato com a torre de controle por volta das 22h00 do horário local da segunda-feira (01h00 da manhã no horário brasileiro de verão).

Luciano Buligon, prefeito da cidade de Chapecó, e Plinio Filho, filho do presidente do Conselho Deliberativo da Chapecoense, deveriam estar no voo, mas não embarcaram. “A maior tragédia que Chapecó pode passar. Eu estava me deslocando para lá, mas tive um compromisso com os prefeitos eleitos de São Paulo. Meu nome estava na lista dos que iam para Colômbia. É por essas coisas que só Deus explica que acabamos ficando”, disse Buligon.

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Danilo e Alan Ruschel momentos antes do acidente. Eles sobreviveram/Foto: SnapChat/Reprodução

Sobreviventes

O primeiro jogador a chegar ao hospital San Juan de Dios, em La Ceja, foi o lateral-esquerdo Alan Ruschel. O atleta chegou consciente e conversando, mas em estado de choque. Segundo a Rádio Caracol, Alan estaria com fratura no quadril e um corte na cabeça.

Resgate e possíveis causas do acidente

Ainda com informações da imprensa local e agências internacionais de notícias, o avião, de prefixo CP2933, da empresa LAMIA Airlines, se acidentou pouco antes de chegar ao destino, no município de La Unión. Uma das hipóteses para a causa do acidente seria uma possível falta de combustível na aeronave.
O local do aciente é de difícil acesso, por sua característica montanhosa. As condições climáticas dificultaram a chegada das equipes de resgate, que só conseguiram chegar por terra. O prefeito de Antioquia solicitou ajuda de moradores para ter acesso ao local.

A delegação catarinense saiu do aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, na tarde de segunda-feira rumo à Medellín, onde enfrentaria o Atlético Nacional pelo primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana. O voo fez uma escala técnica em Santa Cruz de la Sierra.
O jogo foi cancelado.

A Chapecoense pretendia viajar em um voo fretado diretamente para Medellín, mas a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) não teria autorizado essa opção. Assim, a delegação acabou mudando de planos de última hora e embarcaram primeiro para São Paulo e, de lá, para Medellín. (Redação Uol)

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Hospital na região metropolitana de Medellin recebe sobreviventes do acidente/FotoReprodução/Twitter:

 

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