Delegado da PF diz: “Foi dado um duro golpe no comando das facções criminosas do Acre”

Somente dois dos 52 mandados de prisão não foram cumpridos. Um Agepen foi preso por fornecer armas e celulares aos presos

O resultado da ‘Operação Hidra’ da Polícia Federal (PF) foi a prisão de 50 pessoas, das quais um é agente penitenciário, além de três carros, uma motocicleta, uma arma e R$ 25 mil em dinheiro vivo apreendidos. O delegado responsável pelo caso disse ter sido um duro golpe no comando das facções criminosas com atuação no Acre, tendo a operação atingido todas as três conhecidas: Comando Vermelho, PCC e Bonde dos 13.

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Superintendente da PF no Acre, delegado Chang Fan

Segundo o superintendente da PF no Acre, delegado Chang Fan, a operação teve por objetivo atingir as facções organizadas que promoveram os ataques recentes no Estado. Chang revelou estar a PF monitorando as ações desde os primeiros ataques, inclusive com a troca de informações com os órgãos de segurança locais.

“O combate ao tráfico é atribuição constitucional da PF. Na investigação verificamos que as facções criminosas e os presos de Rio Branco estavam envolvidos em vários crimes. Após intensa investigação deflagramos a Operação Hidra. Foi caracterizada a materialidade, a autoria e responsabilidade dos acusados”, informou.

Chang revelou que as investigações da PF, em conjunto com a polícias Militar, Civil, Rodoviária Federal, além do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), conseguiram impedir outros ataques. O superintendente destacou o apoio do Iapen na prisão do agente penitenciário (Agepen). “Esse servidor contribuía com as facções levando armas e celulares”, destacou.

O superintendente destacou que, devido à grande quantidade de mandados e o risco, houve a necessidade de apoio de policiais de outros Estados, com apoio da aviação e do Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal.

Ação atingiu o comando das três facções que atuam no Acre

O delegado Daniel Cola, chefe da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado, afirmou estarem os presos envolvidos em diversos crimes apurados em mais de um ano: roubo, homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico, latrocínio, porte ilegal de armas, corrupção ativa e passiva, entre outros: “Os mandados atingem as três facções, as quais sofreram um duro golpe com a resposta das instituições. Boa parte dos líderes foram identificados e estão presos”.

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Devido à grande quantidade de mandados e o risco da operação, houve a necessidade de apoio de policiais de outros Estados

“Neste período de investigação foram apreendidas três armas e 10 kg de drogas, além disso um laboratório de drogas foi desarticulado. Do total de 52 mandados de prisão, só dois não foram cumpridos. Mas foram apreendidos ainda três carros, uma moto, R$ 25 mil em dinheiro e um revólver”, disse o chefe das investigações.

O delegado também destacou o apoio das Polícias Civil, Militar, Rodoviária Federal e do Iapen, com que teria havido a troca de informações. “Alguns dos presos já estavam no presídio e são os líderes das facções, bem como outros de menor status. Alguns são presos do regime semiaberto e outros do fechado”.

Sobre o Agepen preso, o delegado Cola informou pesar sobre ele a suspeita de facilitar a entrada de celulares e armas de fogo nos presídios. “No momento não podemos falar muito por conta do sigilo e para não prejudicar a investigação em andamento, mas será apurado desde quando ele estaria praticando esses atos. Ele ainda sserá ouvido. Sobre outros servidores estarem envolvidos, isso está sendo apurado”, complementou.

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