Com a chegada das chuvas, hospital estadual de Brasileia pode estar prestes a desabar

O desbarrancamento contínuo da rua onde está localizado o hospital põe em risco toda a parte frontal e a entrada dos pacientes, podendo inclusive interditar tudo

O sindicalista João Batista Ferreira dos Santos, ex-presidente da comissão provisória do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac), denunciou novamente neste fim de semana (10) a precária situação do hospital Raimundo Chaar, localizado na cidade de Brasileia. Se não forem tomadas providências urgentes, toda a parte frontal do hospital corre o risco de ser tragada pelo desbarrancamento do Rio Acre.

Sintesac já vem alertando de problemas com a área há algum tempo /Foto: Assessoria

A área onde está construído o hospital é exatamente em uma curva da margem esquerda do Rio Acre. Por conta disso, o local sofre historicamente com o desbarrancamento. Cerca de 50 metros do barranco já foram tragados pelo rio. Somente pelo fato de estar construído em um ponto alto da cidade é que o hospital ainda está de pé.

Até mesmo a avenida acessava a parte central da cidade aos demais bairros já foi quase completamente destruída e está interditada para carros. Somente as ambulância podem acessar a entrada do hospital. “Até quando as autoridades vão esperar para tomar uma providência? O inverno amazônico está chegando e o hospital de Brasileia está a menos de 10 metros de ser levado pelo Rio Acre. A saúde pede socorro. Duro não saber para quem recorrer”, afirmou João Batista.

Segundo um especialista em gerenciamento de águas ouvido pela ContilNet, para resguardar o hospital do desbarrancamento é preciso um alto investimento em proteção de encosta com a instalação de estacas profundas. Essa obra, que pode ser acompanhada de muro de arrimo, é de alto investimento e execução complexa.

Imagem aérea do local onde fica o hospital de Brasileia /Foto: Reprodução

Conforme revelou o especialista, somente o muro de contenção evitaria o desbarrancamento da encosta do rio, mas pode atrasar a queda. Contudo ele alertou que, à medida do aumento do desbarrancamento, o próprio peso do hospital passará a ser um componente a mais para acelerar o desbarrancamento e a destruição de, ao menos, a parte frontal da unidade de saúde.

Com a chegada das chuvas, o solo tende a se tornar mais instável e frágil. Além disso, como existem esgotos contribuindo para solapar o solo, o risco de desbarrancamento é cada vez mais iminente no principal hospital de Brasileia.

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