Acreano João Donato é homenageado no centenário do samba: “Ritmo é a música nacional”

Estilo musical completa 100 anos em 2016 e o acreano possui 82 anos de estrada: “Uma das carreiras mais profícuas da MPB”, diz agência

Quem anda pelas ruas do Rio de Janeiro não fala em outra coisa: o samba chegou, nesse ano de 2016, aos seus 100 anos. Nos veículos de transporte público, seja BRT (modalidade de transporte rápida por ônibus), VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), metrô ou trem, o samba ganhou as telas e os principais nomes do ritmo estão em evidência na mídia OOH – out of home, aquelas tevês em locais públicos e leds em pontos estratégicos da cidade maravilhosa.

Nomes como Noel Rosa, dono do primeiro samba oficialmente registrado, são figuras recorrentes nesses espaços. Porém, o acreano que está de férias na cidade do Cristo Redentor, que é ligado na sua história e conhecedor das grandes estrelas que por aqui nasceram, percebeu homenagens a uma figura célebre e que muito contribui para a formação da identidade do samba: o acreano João Donato.

João Donato, compositor acreano é motivo de orgulho /Foto: Reprodução

Contudo, engana-se quem pensa que o acreano ficou restrito apenas às telas espalhadas pelos veículos e pontos da cidade maravilhosa: a agência Notícias ao Minuto, bem acompanhada nas regiões Sul e Sudeste do país, conversou com o pianista, compositor e cantor acreano.

Ele, que está na cidade de São José dos Campos, São Paulo, conversou com a assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura (MinC). Dentre outros pontos, João falou da importância do samba para o país, das influências que o samba sofreu e de sua agenda para os próximos dias.

“É a nossa identidade, a nossa música nacional. O samba é tudo para mim, tanto que, há muito tempo, quando disseram que eu fazia bossa nova, neguei. Na ocasião, afirmei: eu gosto é de samba. O samba representa a minha linguagem e a de todos nós, que atravessou as fronteiras do mundo e se tornou o maior exemplo do Brasil no exterior”.

João também fala dos artistas da atualidade, traça um panorama levando em consideração o contexto histórico que cerca o ritmo e fala de seus gostos. “Como sempre, existem trabalhos supérfluos. Você tem que dar uma filtrada para encontrar pessoas interessantes, aquelas que produzem algo que permanece. O panorama de agora é tão interessante quanto o de antes. Tem muito barulho, algo até natural nas grandes cidades, mas existem músicos, cantores e compositores talentosos”.

Clique aqui para conferir a entrevista completa.

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