Marcus Alexandre se antecipa ao problema e lança plano de prevenção de enchentes

A cota de alerta para a cidade é de 13,5m no Rio Acre, mas para Marcus a atenção é aos 12m: “Neste nível não tem férias ou licenças, só atenção”, disse o prefeito

O prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT), divulgou na manhã desta sexta-feira (13) o “Plano de Contingência Operacional de Enchente”. A medida visa preparar a estrutura municipal sob o comando da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil para a possibilidade de uma enchente na cidade.

Se para os demais órgãos a cota de alerta do Rio Acre é aos 13,5 metros, o prefeito determinou aos órgãos do município iniciar a atenção quando o rio chegasse aos 12 metros: “Neste nível, todas as licenças, férias e folgas estão suspensas e o foco é somente nos preparativos”, disse Alexandre.

Sob a liderança da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil estão 23 secretarias e órgãos municipais. Cada região da cidade fica sob a responsabilidade de um coordenador, a quem cabe realizar as ações em sua área e manter a coordenação geral informada.

Marcus Alexandre já traçou plano para combater uma possível enchente /Foto: ContilNet

O prefeito destacou o fato de muitas famílias terem sido removidas das áreas de risco e instaladas na “Cidade do Povo”, reduzindo o número de pessoas suscetíveis aos efeitos das cheias. “São pessoas da Sobral, Taquari e Baixada da Habitasa, mas ainda assim existem famílias residindo nas áreas de risco e cuja assistência tem de ser prestada pelo município em caso de enchente”.

Marcus Alexandre ressaltou não poder a prefeitura esperar a cota de alerta oficial dos 13,5 metros, pois, segundo ele, após os 12 metros o rio pode subir muito rapidamente. “Assim, se não realizarmos os preparativos corretos, as pessoas podem enfrentar sérios problemas em poucas horas. A nós, gestores, cabe antecipar, com a preparação de abrigos e de toda a estrutura de transporte, assistência médica e alimentação”.

Como ilustração das dificuldades nestes períodos de alagação, o coordenador da Defesa Civil, coronel George Santos, revelou que durante uma semana, no pico da alagação de 2015, foram servidas mais de 30 mil refeições diárias, entre desjejum, almoço e jantar, com 10 mil pessoas desabrigadas e 100 mil pessoas atingidas.

Em termos meteorológicos, a equipe do prefeito mostrou os dados para o mês de janeiro, quando as médias de chuvas estão acima dos registros para mês, mas com previsão de fechar o mês abaixo da média geral. Além disso, por estar em um período de neutralidade do aquecimento das águas do Oceano Pacífico (El Niño/La Niña), as previsões de prazo mais longo ficam prejudicadas.

“É por conta desta possibilidade de um grande contingente de pessoas ser atingido, demandando uma grande infraestrutura de apoio e acolhimento, que a prefeitura precisa estar preparada. Esperamos o melhor, mas nos preparamos para o pior”, disse o prefeito.

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