Aos 54 anos, cidade de Manoel Urbano já entra em estado de envelhecimento

"Nas ruas conversando com as pessoas é fácil perceber o grau de pessimismo quando uma possível saída para essa problemática por via administração pública"

Com população de 8.514 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE 2014), distante da capital cerca de 230 km, a cidade teve origem no seringal Colocação Tabocal, depois seu nome mudou para Vila Castelo, devido ao navio Castelo que ficou encalhado no Rio Purus, durante um período de seca aguardando para regressar ao porto de Belém. O município de Manoel Urbano, no interior do Acre, foi fundado em 1º de março de 1963, alcançando sua autonomia através da lei nº 588 de 14 de maio de 1976.

Atualmente com 54 anos de idade, vive um processo de degradação progressiva por envelhecimento. Apesar de ser jovem, aparenta estado de um “velho” com fisionomia (estrutural, política e administrativa) sucateada. Sua base econômica teve ascensão na extração da borracha entre as décadas 70 e 90. Nos últimos 16 anos o município vem passando por um processo de decadência na gestão pública, ocasionando, assim, um alto índice de desemprego, gravidez precoce e um alarmante número de jovens entrando no mundo das drogas.

Manoel Urbano estaria sofrendo com administrações públicas não satisfatórias /Foto: Reprodução

A malha viária da cidade completamente destruída e devastada pelo abandono do poder publico municipal. Nas ruas conversando com as pessoas é fácil perceber o grau de pessimismo quando uma possível saída para essa problemática por via administração pública. Outros acreditam numa possível mudança com a nova gestão municipal.

Um município formado por um povo simples, com 80% da população com origem nos seringais, a receptividade é muita calorosa. Contudo, por não oferecer muita oportunidade de trabalho e renda, o regime de trabalho predominante é o funcionalismo público e diarista.

Hoje atividade rural não tem sua base na extração da borracha, mas sim na prática da pecuária e da agricultura familiar.

Acreditar em uma solução em curto prazo é exigir mais fiscalização dos órgãos de controle fiscal do município e do Estado, como também fortalecer o setor produtivo do município.

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