MPAC instaura inquérito para apurar vendas irregulares de placas de táxi

Prefeitura diz que foi notificada e Sindicato diz que ao menos 40 táxis estão regulares

Após receber denúncias, o Ministério Público do Acre (MPAC) instaurou um inquérito civil nesta segunda-feira (31), publicado no diário oficial da instituição, para apurar as supostas vendas irregulares de placas de táxi no município de Manoel Urbano, distante 215km de Rio Branco.

De acordo com o inquérito, dos 53 veículos com permissões de placas, apenas 15 são regularizados. O restante, segundo a publicação, não conta com identificação e nem taxímetro. O prefeito de Manoel Urbano, Tanísio Sá (PMDB-AC), falou que foi notificado do inquérito e afirma que a situação no município é complicada.

Ele diz conhecer as irregularidades, e falou que a situação ocorre desde a gestão passada. O gestor disse ainda que vai atender todas as solicitações do MP-AC para regularizar o transporte. Já o presidente do Sindicato dos Taxistas do Acre, Esperidião Teixeira, falou que a maioria dos táxis estão regularizados e que falta gestão da prefeitura.

“Assumimos a cidade toda acabada e agora estamos vendo essa questão das placas. Vamos nos reunir com todos os responsáveis e tendo a denúncia no MP-AC é ainda melhor para que possamos trabalhar e rever essa situação. Vamos ver com o MP qual o número de táxis necessários conforme a população que temos hoje. Tudo isso vai ser apurado e estamos à disposição para ceder qualquer documentação”, destaca o prefeito.

Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população estimada de Manoel Urbano é de mais de 8,7 mil pessoas e o município conta com uma frota total de 868 veículos. Desses, 415 são motocicletas, 174 automóveis, 106 caminhonetes e 48 caminhões.

Teixeira diz que mais de 15 veículos possuem a documentação correta. Porém, segundo ele, o sindicato de Manoel Urbano teve problemas devido à falta de políticas públicas da cidade para a questão do sistema de tráfego. Segundo ele, algumas permissões foram dadas a pessoas que ocupavam cargos públicos e o próprio sindicato também denunciou a situação.

Com informações do G1 Acre

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