Família de Xandinho Negrão fez fortuna com indústria farmacêutica

Apesar do grande poder econômico da família, os Negrão já foram alvos de investigações

O casamento de Marina Ruy Barbosa e Xandinho Negrão impressionou o Brasil. Os motivos são variados. A beleza da atriz, a quantidade de famosos presentes e bom gosto da cerimônia entram nessa lista.

Mas o que chamou muita atenção nas festas realizadas para celebrar o enlace foi o tamanho e o luxo das propriedades da família do noivo, tanto em Goiás quanto em São Paulo.

Não é de hoje o poder financeiro da família Negrão. Na década de 30, o bisavô de Xandinho fundou o Instituto de Química Campinas, no interior de São Paulo.

Apesar de referência na região, o laboratório teve bom fluxo de caixa até a metade dos anos 80, quando más decisões fizeram com que ele quase entrasse em concordata.

Foi quando o pai do piloto, Xandy Negrão, assumiu a empresa e liderou uma verdadeira recuperação nos anos seguintes. A partir dos anos 90, já com o nome de Medley, a empresa se transformou em um dos nomes mais popular do segmento farmacêutico nacional.

Mas foi a partir da aprovação da produção de medicamentos genéricos, em 1999, que a Medley expandiu o tamanho e se transformou na líder de mercado desse setor.

Em paralelo, Xandy Negrão utilizou do sucesso da própria empresa para investir no automobilismo, em especial, na atuação como piloto de Stock Car, categoria na qual ele também é campeão.

Com a recuperação financeira e a fortuna conquistada com a venda de medicamentos, o empresário adquiriu mansões no exterior, carros de luxo e um iate, que era utilizado para acompanhar a atuação de Xandinho como piloto da GP2.

Marina, Xandinho e os sogros

Marina, Xandinho e os sogros/Divulgação

Em 2009, a Medley foi vendida por R$ 1,5 bilhão. O pai de Xandinho, Xandy Negrão, teria ficado com R$ 600 milhões e o resto seria acertado após auditoria sobre dívidas da empresa.

Com parte dessa fortuna, Xande comprou a fazenda Conforto, em Nova Crixás, em Goiás. Maior fazendo de confinamento de gados do país, é também a principal fornecedora de gado para a JBS-Friboi, empresa de Joesley Batista.

A propriedade de 12.000 hectares reúne 72.000 cabeças de gado e tem um faturamento de R$ 120 milhões por ano.

Negrão também é dono da fábrica de pás eólicas Aeris Energy, no Ceará. A empresa tem sido gerenciada pelo filho Xandinho que, em paralelo à atuação como piloto, se formou em um curso de liderança no Iese Business School, em Nova York.

Polêmica na política

Apesar do grande poder econômico da família, os Negrão já foram alvos de investigações.

Em 1999, Xandy Negrão foi alvo da CPI do Narcotráfico. À época, o Instituto Químico de Campinas foi acusado de enviar éter para Bolícia e Campainas para o refino de cocaína.

Negrão negou as acusações em depoimento aos deputados e o caso foi arquivado.O empresário também chegou a ser processado por falsidade ideológica ao se envolver com o esquema montado por PC Farias, morto em junho de 1996. Na ocasião, em depoimento à CPI, Negrão alegou ter sido extorquido pelo ex-tesoureiro de campanha do ex-presidente Fernando Collor.

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