Professor denuncia descaso com educação e saúde na Comunidade Icuriã

Denúncias abordam equipamento de informática em escola e ausência de funcionamento no posto de saúde

Um laboratório de informática e um posto de saúde abandonados. Estas são as denúncias do professor José Francisco Barbosa, diretamente da Comunidade Icuriã. Localizada há oito dias por via fluvial do município de Sena Madureira, a habitação de jovens e adultos vem sofrendo com o descaso da educação e da saúde.

De acordo com José, foram entregues há três anos equipamentos de informática na Escola José Vilhena para uso dos alunos da comunidade (ensino fundamental e programa Asas da Florestania Fundamental e Médio). Entretanto, tudo está parado desde a entrega.

Equipamentos ainda não foram utilizados pelos alunos da comunidade/ Foto: ContilNet

“Ganhamos esse material importante para a comunidade, mas infelizmente continua tudo parado, principalmente, por falta de eletricidade. Não conseguimos utilizar essa ferramenta importantíssima. As crianças chegam à cidade um pouco ‘atrasadas’ em relação ao uso dessa tecnologia. Alguns dos aparelhos inclusive estão danificados”, disse o educador.

Além do equipamento educacional, outra situação, dessa vez envolvendo a área da saúde, também assola a região. “O posto de saúde, que pertence ao município, também está fechado há uns cinco anos. Antes atendia toda a comunidade, incluindo os indígenas que vivem na região. Hoje, estamos sem esse atendimento básico”, afirmou José.

Computadores não podem ser usados principalmente pela falta de eletricidade/ Foto: ContilNet

De acordo com a assessoria da Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE), localizada no km 75 do ramal da comunidade Icuriã, infelizmente não existe previsão de instalação da energia elétrica – já que é fora da competência do órgão. Ou seja: os equipamentos foram destinados, mas não há como utilizá-los no local devido à falta de energia na comunidade.

A equipe da ContilNet tentou entrar em contato com representantes municipais de Assis Brasil para verificar a situação do posto de saúde, mas não conseguimos retorno.

Cerca de 20 alunos são atendidos na região/ Foto: ContilNet

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