Programação da 8ª edição do Festival Pachamama é lançada oficialmente em Rio Branco

Evento internacional traz ao Acre este ano mais de 60 filmes distribuídos em 13 mostras temáticas

Integração cultural e produções internacionais. Essas são as promessas da oitava edição do Festival Pachamama – Cinema de Fronteira. O evento tem início no próximo sábado (18) e segue até o dia 25 deste mês, trazendo ao Acre mais de 60 produções cinematográficas (entre curtas e longas metragens) distribuídas em 13 mostras temáticas.

Coletiva trouxe para a imprensa as diversas novidades da edição 2017 do festival. Foto: ContilNet

NOVIDADES DA EDIÇÃO

Este ano, uma das novidades é que, pela primeira vez, o festival ocorre sem os patrocínios anteriores, estando responsáveis pela realização do evento as produtoras Saci Filmes e Yanemarai Films, além de parceiros como Universidad Amazonica de Pando, restaurante Peru 501, Consulado Geral do Peru, e uma campanha de financiamento online na plataforma Catarse, que gerou mais de R$ 3 mil para investimento na produção.

O evento também conta com apoio cultural do Governo do Estado do Acre, Prefeitura Municipal de Rio Branco, Universidade Federal do Acre (Ufac) e Canal Brasil, sendo um dos destaques a exibição do filme “Cícero Impune”, coprodução entre Acre e Argentina dirigida pelo argentino José Campusano.

Outra novidade da oitava edição é o lançamento do jornal impresso “El Placer de la Mirada” (O prazer do olhar). A publicação terá textos produzidos por jornalistas, críticos culturais e curadores de diversos países. O objetivo do jornal é servir de base para que novas edições possam ser lançadas, fometando o jornalismo cultural e o exercício crítico.

Sérgio de Carvalho, titular da FGB, e Karla Martins, presidente da Fundação Elias Mansour. Foto: ContilNet

E inspirado no trabalho itinerante do grupo peruano Nómadas, o Pachamama traz a experiência cinematográfica para seis bairros de Rio Branco, com exibição de curtas e longas em um telão inflável com altura 10×8. Este ano, os bairros contemplados serão Base, Cidade do Povo, Calafate, São Francisco, Montanhês e Cadeia Velha.

ACRE NO MAPA DA CULTURA LATINOAMERICANA

Karla Martins, presidente da Fundação Elias Mansour, destaca que o festival reafirma a necessidade de um espaço onde a produção local seja exaltada e a arte não seja criminalizada. “Temos visto episódios tristes na área cultural do país, e queremos que o Pachamama seja o oposto disso. A diversidade de temas e estilos das produções é enorme, e isso é louvável”, disse Karla.

Para o diretor presidente da Fundação Garibaldi Brasil, Sérgio de Carvalho, o crescimento do Pachamama deve muito à divulgação da imprensa, que valorizou a iniciativa desde 2010, quando surgiu o festival, e reforçou o local do Acre no mapa da cultura latinoamericana.

“Em 2014, ele foi considerado como um dos 25 novos festivais mais promissores do mundo segundo a revista Laram Cinema. Esse destaque não veio à toa: é resultado direto do esforço de uma equipe empenhada, de um público que aguarda ansiosamente todo ano por esse evento, e pelo apoio da imprensa local em divulgar as ações”, explicou Sérgio.

Marcelo Cordero, novo diretor artístico do Pachamama. Foto: ContilNet

Marcelo Cordero, crítico de cinema e novo diretor artístico do evento, enfatizou o movimento de resistência cultural que o Pachamama representa: “É um espaço que ajuda a driblar o que está acontecendo no país, que enfrenta uma dificuldade na questão dos investimentos culturais. Nas exibições, será possível testemunhar vários discursos filosóficos, políticos e antropológicos”.

As exibições são gratuitas em diversos pontos de Rio Branco, incluindo o Cine Teatro Recreio, Ufac e Filmoteca Acreana (localizada na Biblioteca Pública), se encerrando com a realização da Pacha Festa na Usina de Artes João Donato no dia 25 de novembro.

Para conferir a programação completa e outras informações, acesse o site oficial.

SOBRE O PACHAMAMA

O festival de Cinema de Fronteira acontece há oito anos na cidade de Rio Branco, zona privilegiada tanto pela sua condição fronteiriça com o Peru e a Bolívia quanto por abrigar uma diversidade de povos indígenas.

O Pachamama nasceu em 2010, como consequência da conclusão da Rodovia Inter Oceânica – que liga o Acre ao Oceano Pacífico, no Peru –, criando possibilidades de desenvolvimento regional. Esse processo, na mesma medida em que precisa ser sustentável economicamente, também deve garantir a sustentabilidade sócio/cultural.

Com a realização do Festival, objetiva-se fortalecer, fomentar e promover a divulgação, fruição e a produção audiovisual da região amazônica, além de garantir para a população, por meio da ampliação e democratização das práticas culturais, o acesso gratuito as produções cinematográficas latino-americanas que normalmente estão fora dos meios de distribuição convencionais.

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