Pimenta: governo mantém 16 assessores com custo anual de 4,7 mi

Em 2016, repasse previsto à Polícia Militar do Acre no orçamento do estado era de R$ 7 milhões

Marajás do petismo 
Pesquisa feita pela coluna no Portal da Transparência do governo estadual revelou que Tião Viana mantém 16 afortunados na administração pública, nomeados com salários que variam R$ 13,4 mil e R$ 19,9 mil. São os chamados ‘assessores especiais’.

Matemática financeira
Os felizardos custam ao erário público, mensalmente, mais de R$ 394 mil. E consomem, por ano – incluindo 13º salário e férias, mais de R$ 4,7 milhões.

Comparação
Em 2016, o orçamento total previsto para a manutenção da Polícia Militar foi de R$ 7 milhões. Ou seja, as despesas com os 16 marajás do governo beiram os investimentos feitos com toda a corporação policial militar – isso em pleno período de crescimento desenfreado da violência praticada pelas facções criminosas.

Lição
A manutenção da sentença judicial que condena o porta-voz do governador Tião Viana, Leonildo Rosas, a indenizar o senador Gladson Cameli (PP) por ofensa à honra do parlamentar acreano, deve servir de exemplo àqueles que costumam recorrer às redes sociais no intuito de agredir os adversários políticos.

Sentença mantida
Condenado por danos morais, Rosas recorreu da decisão, mas teve seu pedido negado por unanimidade pela 1ª Turma Recursal do Juizado Especial.

Ofensa virtual
A ação judicial impetrada pela defesa do senador decorreu de uma postagem feita pelo porta-voz em sua página no Facebook. Nela, ele afirmava que Gladson estaria embriagado e teria agredido verbalmente o governador Tião Viana durante um voo de Brasília a Rio Branco.

Determinação superior
Além de não provar a suposta conduta inadequada do senador do PP, Leonildo Rosas afirmou em audiência que a ordem para a postagem havia partido do próprio governador Tião Viana.

Baixaria
É de estarrecer que a maior autoridade política do Acre incite subordinados a denegrirem opositores nas redes sociais. Trata-se de um comportamento destoante de quem ocupa o cargo mais importante do Estado e incompatível com o discurso republicano usado por Tião. Mais do que isso: é uma evidência clara dos métodos usados sempre que a turma do PT se vê ameaçada em seu projeto de poder.

Supersalário
O jornalista Leonildo Rosas compõe a elite da categoria, já que integra o primeiro escalão do governo. Recebe um supersalário de R$ 21,3 mil, conforme informação publicada no Portal da Transparência. Em suma, ele não terá dificuldades pra pagar a Gladson a indenização arbitrada pela justiça.

Doação
O senador do PP, aliás, já orientou seus advogados a destinarem os R$ 15 mil a instituições de caridade do estado.

Guerreira
A jornalista Wânia Pinheiro, tem levado uma vida agitada depois que resolveu trocar as atividades empresariais pela pré-candidatura a deputada federal. Filiada ao PTB, ela é uma das presenças femininas no universo político ainda dominado pelos homens.

Visita ao Juruá e estratégia
Nesta semana, Wânia deverá fazer uma visita aos municípios do Juruá. Mas contou à coluna que centrará o foco de sua futura campanha na região que compreende capital e Sena Madureira, sua terra natal. A justificativa é que o Juruá é um reduto fechado aos ‘nativos’ e muito disputado pelos concorrentes de lá.

Sonho compartilhado
Afinadíssima com a publicitária Charlene Lima, presidente do PTB e pré-candidata a deputada estadual, as duas dividem o sonho de ver a política mais equilibrada do ponto de vista da relação ainda desigual entre homens e mulheres que ocupam cargos eletivos.

Indecoroso
Jovens integrantes da UJS (União da Juventude Socialista) realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira (13), no centro da capital contra a reforma trabalhista, do governo Temer. Ainda que legítima, a manifestação é indecente.

Dorminhocos
Trata-se, afinal, de um protesto despropositado, pelo simples fato de que a garotada da UJS dormia enquanto o governo petista de Lula e Dilma saqueavam o país.

Amigos dos poder
Ligada ao PT, a UJS no Acre nunca fez uma única manifestação contra os governos da Frente Popular. E a explicação é simples: muitos dos seus integrantes tem cargo na administração pública e suas atividades são subvencionadas pelo governo.

Mudança de comando
Fernando Melo é o novo presidente do PROS no Acre. Ele assume o partido depois de breve passagem do ex-vereador Carlos Beiruth pela presidência da sigla. A tentativa de Beiruth de levar o PROS para a oposição teve reação rápida de Tião Viana, que conseguiu mantê-la na FPA.

Árdua tarefa
Melo, que já foi candidato pelo PMDB à prefeitura de Rio Branco, e logo depois fez as pazes com o PT, agora assume o PROS com a missão de eleger um deputado federal no Acre.

 

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