Sintesac realiza ato de protesto contra terceirização da Saúde no Acre e fecha Av. Nações Unidas

Os perigos dessa terceirização parecem iminentes”, disse o presidente do Sindicato, Adailton Cruz

Mobilizando os funcionários da Saúde na manhã desta quarta-feira (6), o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac) fechou a Av. Nações Unidas durante ato de protesto contra a terceirização de unidades de saúde e defesa do Hospital de Urgência e Emergências de Rio Branco (Huerb).

Mais de 200 participantes são esperados no protesto em frente ao Huerb. Foto: ContilNet

Os manifestantes trouxeram faixas e carro de som para a frente do hospital, onde era possível ler dizeres como “Juntos podemos mais” e “Quem defende o Sistema Único de Saúde (SUS) não defende a Organização Social [OS]”. Para o Sindicato, a chegada de uma OS possui dois problemas: não seria possível usar o patrimônio público e ainda repassar para a Organização os recursos vindos do SUS; e dúvidas sobre o que será feito com os atuais servidores concursados.

Atualmente, cerca de sete mil pessoas em todo o Estado são ligadas ao Sintesac. Foto: ContilNet

Adailton Cruz, presidente do Sintesac, afirmou à equipe da ContilNet que uma ação judicial está sendo impetrada nesta quarta-feira contra o Governo do Estado. Cruz também reforçou que, atualmente, existem cerca de sete mil filiados em todo o Acre, e que a maioria deles (4.800) são servidores públicos.

“Ou seja: quase cinco mil pessoas serão diretamente afetadas caso essa terceirização aconteça. O movimento de hoje tem como objetivo dizer para a sociedade os perigos dessa terceirização que parece iminente. Nossa assessoria jurídica está no TJAC impetrando a ação civil pública contra o Governo do Estado para impedir a instalação das OS”, disse Cruz.

Presidente do Sintesac afirmou que sindicato está movendo ação civil pública contra o Estado. Foto: ContilNet

A equipe da ContilNet entrou em contato com a assessoria da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), que nos informou que, até o momento, a equipe de governo não emitiu nota sobre as manifestações.

comentários

Outras Notícias

Veja também