Sete Estados pedem segurança nas regiões de fronteira e o Acre nem fica sabendo


Apesar de ter declarado que o Acre estava pior que a Colômbia de Pablo Escobar, o nome do governador Tião Viana não consta na ata

SALOMÃO MATOS, PARA CONTILNET

Creditando a alta dos índices de violência no Brasil à fragilidade de vigilância nas regiões de fronteira, que facilita a entrada de drogas e armas, governadores de sete estados divulgaram na quinta-feira (5), um manifesto solicitando ao Governo Federal mais recursos para fortalecer o combate o crime.

Mesmo o Acre sendo um estado que faz divisa com os maiores produtores de cocaína do mundo (Bolívia e Peru), e a crescendo onda de assassinatos ter aumentado em mais de 100% em 2017, classificando no ranking como estado com a maior taxa de homicídios por cada 100 mil habitantes  e apesar de ter declarado que o Acre estava pior que a Colômbia de Pablo Escobar, o nome do governador Tião Viana não consta na ata dessas reclamações feitas pelos chefes dos executivos e enviadas ao presidente Michel Temer.

O fato é curioso já que em dados não oficiais, o Acre registrou quase 500 mortes e uma média de 19 roubos por dia. Fira isso, o ano mal começou e já se tem uma média de 1 morte por dia.

Além de mais recursos para fortalecer as áreas de segurança, os governadores pedem também a rediscussão nos regimes de progressão de pena para os presidiários, e da criação de um Fundo Nacional de Vigilância. Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Tocantins e o vizinho estado de Rondônia são os estados que assinam o manifesto.

A reportagem tentou falar por telefone com o Secretário de Segurança Publica do Acre, Emylson Farias, mas ele não foi localizado. Já o assessor de comunicação dele, Pedro Paulo, disse desconhecer tal manifesto de reclamações assinado pelos governadores dos Estados citados.

 

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