Deputado que comemorou reajuste dos combustíveis gastou o suficiente para três voltas ao redor do mundo

Leo de Brito (PT) apresentou em 2017 despesas de R$ 62,9 mil, valor equivalente a mais de 13 mil litros de gasolina

Ironia 

Repórter perspicaz e sempre atento aos fatos mais relevantes da política local e nacional, Salomão Matos, colunista da Lamparina aí ao lado, revelou que o porta-voz do governo, Leonildo Rosas, compartilhou a postagem no Facebook do deputado federal Léo de Brito (PT), na qual este último ironiza o primeiro aumento de preço da gasolina em 2018.

Herança maldita

Sob o título ‘Quanto pior melhor: petistas comemoram novo reajuste dos combustíveis’, Matos foi no cerne da questão ao revelar o regozijo companheiro sobre a desgraça criada pelos governos de Lula e Dilma, herdada em forma de crise econômica pelo sucessor da ‘presidenta’ impeachmada.

Curiosidade

Não tão perspicaz como o colega Salomão Matos, este colunista, porém, tem a qualidade de ser curioso. E foi ao Portal da Transparência da Câmara dos Deputados apurar os gastos do parlamentar petista com combustíveis e lubrificantes entre janeiro e dezembro de 2017.

Fanfarrão

Enquanto comemora o aumento do preço da gasolina, o fanfarrão Leo de Brito não economiza nas despesas com combustíveis, uma vez que elas acabam sendo pagas por todos nós, contribuintes.

Gastança

Nos 12 meses do ano passado, o deputado apresentou-nos uma fatura superior a R$ 62,9 mil só em combustíveis e lubrificantes. Feitas as contas – tendo como base a média de preço da gasolina na capital do Acre, de R$ 4,75 –, o companheiro, em tese, adquiriu 13.262 litros do produto.

Ele foi longe demais

E considerando que um veículo tipo passeio pode fazer, em média, 9 quilômetros por litro de gasolina, Brito, no desempenho de suas atividades parlamentares, percorreu algo em torno de 119,3 mil km.

Volta ao mundo

E para que o leitor tenha uma ideia do que isso significa, basta mencionarmos que a circunferência da Terra é calculada em 40.075 km. Os gastos de Leo de Brito em 2017, portanto, seriam suficientes para que ele pudesse fazer quase três viagens ao redor do globo – ou, mais precisamente 2,97 voltas. É mole?

Localização

Ao colunista também não passou despercebido que o parlamentar petista fez a postagem (conforme se pode ver no print aqui reproduzido), de Alter do Chão, no Pará. Trata-se de uma aldeia de pescadores, cujas praias de areia fina e águas claras fizeram dela o principal ponto turístico de Santarém. Conhecida também por ‘Caribe da Amazônia’, o local recebe turistas brasileiros e estrangeiros.

À beira-mar

Longe de sugerir que Leo de Brito não tenha direito a folga, ou que não possa ir à praia, o fato é que não bastasse ironizar a agonia dos brasileiros que sentem no bolso as consequências do reajuste dos combustíveis, ele ainda o faz à beira-mar, em pleno gozo de férias em um lugar que a maioria de nós só pode frequentar em sonhos. Haja cinismo!

Feliz 2018, deputado!

E, parodiando o próprio parlamentar do PT, este colunista lhe dá as boas-vindas a 2018, um ano em que os eleitores haverão de decidir se ele deve ou não voltar à boa vida em Brasília.

Palpos de aranha

A propósito da saída do vereador da Capital, Emerson Jarude, do Livres (ex-PSL), anunciada dias atrás, depois da filiação à sigla do pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro, a coluna observou que ele tratou do tema com habilidade, ao contrário do ex-presidente regional da legenda, Rodrigo Pires.

Enorme diferença

Enquanto Pires saiu chutando o pau da barraca, Jarude tratou do assunto com palpos de aranha. Prova de sua sagacidade política, não obstante estar em seu primeiro mandato eletivo.

Soft

Por saber da aceitação de Bolsonaro no Acre, que aqui lidera as intenções de voto para a Presidência da República, Jarude deixou o Livres com um discurso mais soft que o de Rodrigo Pires, evitando bater no presidenciável. Tratou, ao contrário disso, de responsabilizar o presidente da executiva nacional da legenda, Luciano Bivar, pela decisão.

Leitura dinâmica

Apesar de todo o desgaste do PT, a Frente Popular do Acre apresentou dois nomes para o Senado. Assim como falar de Jorge Viana como senador reeleito é uma temeridade, a oposição tampouco deve subestimar a virtual candidatura do deputado Ney Amorim. Em resumo, este ano, no que diz respeito à disputa pelos cargos majoritários, nada está definido até que as urnas sejam abertas.

Proativo

A coluna faz justiça ao desempenho do deputado federal Moisés Diniz (PCdoB), que assumiu a vaga de Sibá Machado (PT). Moisés tem feito um mandato proativo, sempre envolvido em questões importantes para o Brasil e o Acre. É também autor de projetos de lei relevantes, que tramitam na Câmara com grandes chances de aprovação.

Questão de bom senso

Desapegado de cargos e mandatos, ele já anunciou que pode não concorrer nas eleições deste ano, o que seria um grande desfalque para o PCdoB. Apesar de defender ideologias distintas das deste colunista, isso não nos impede de reconhecer as qualidades e a dedicação de Moisés, seja agora na Câmara Federal ou tenha sido na Aleac, onde foi líder do governo. Afinal, diferenças políticas não nos podem toldar o discernimento.

Via redes sociais

Moradores de diversos bairros da periferia da capital têm reclamado, nas redes sociais – postando vídeos inclusive –, da precariedade das vias públicas.

Dupla tarefa

Resta saber se o prefeito e pré-candidato ao governo estadual, Marcus Alexandre (PT), que agora tem a dupla tarefa de resolver as demandas dos moradores do município e pensar nos problemas do Estado, fará o dever de casa antes de renunciar ao cargo, no final de abril.

Contagem regressiva

Como a legislação eleitoral determina que a renúncia se dê seis meses antes das eleições, o petista tem pouco mais de 100 dias para aplacar a exasperação dos moradores de bairros como Vila Acre e Loteamento Farhat, entre outros.

Cortesia não tapa buraco

Sendo assim, Marcus Alexandre vai precisar bem mais do que meras visitas de cortesia, como a feita ontem pelo senador Jorge Viana.

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