Moradores do Tangará vivem madrugada de terror com enxurrada em Rio Branco


“Acordei com o barulho da água entrando em casa arrastando móveis, derrubando o muro e levando até o carro”

SALOMÃO MATOS, PARA A CONTILNET

Os moradores das ruas Dourado e Major Martins, que fica no conjunto Tangará em Rio Branco, vivenciaram uma madrugada de terror, com o transbordamento de um córrego que passa por dentro de uma estação de esgoto no local, durante a forte chuva que caiu por toda noite e madrugada desta quarta-feira (14).

Algumas famílias tiveram prejuízos com as enxurradas/Foto: Reprodução

A força da água arrastou carros, motos, derrubou postes, muros e levou das residências vários utensílios domésticos como sofá, cama, geladeiras, cadeiras e mesas. A dona de casa Francisca Avelino, que reside na rua Dourado há sete anos, diz nunca ter passado por um momento de tanta aflição. “Acordei com o barulho da água entrando e arrastando os móveis, levando tudo”, diz emocionada.

Outra moradora, Marta Maria Nascimento, diz que a perda dos móveis de sua casa foi geral. “O muro caiu e até meu carro foi arrastado pela enxurrada. Não presta para mais nada. Quem vai pagar por esse prejuízo agora?”, lamenta.

As chuvas aconteceram na noite desta terça-feira (13)/Foto: Reprodução

Inconformado, o esposo de Marta, Isaias Martins, culpa a obstrução da estação elevatória de esgotos, depois que foi construído o centro de saúde Barral y Barral no conjunto. “Quando eles estavam construindo aí esse Centro de saúde, jogaram tudo que foi entulho e restos de construção dentro do bueiro. Deu no que deu. A tubulação não deu conta da água das chuvas com o esgoto e invadiu tudo”, relata.

Alguns moradores retiraram os pertences das casas/Foto: Reprodução

Ainda segundo Isaias, ele vai coletar assinatura de todos os moradores e anotar os prejuízos. “Caso a prefeitura não nos indenize de boa vontade, porque isso aqui foi culpa do prefeito. Se não aceitarem por bem, iremos entrar com Ação Coletiva na Justiça pedindo reparação dos danos e prejuízos”, garante.

Até o momento em que nossa reportagem esteve no Conjunto Tangará, nenhuma equipe da prefeitura e nem da Defesa Civil compareceu ao local.

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