retrospectiva
O ano de 2014 foi marcado por eventos políticos de toda ordem; ano de eleições gerais, que mostrou o Brasil e o Acre divididos por duas ideologias políticas. As disputas partidárias protagonizadas pelo PT e PSDB, siglas que se enfrentaram a nível federal e municipal, revelaram um cidadão politizado, interessado nos debates e disposto a discutir as sucessões eleitorais até em rede sociais.
Dois mil e catorze foi o ano em que o Supremo Tribunal Federal decidiu, por 8 votos a 2, declarar a inconstitucionalidade da efetivação de 11 mil servidores provisórios, dando prazo de um ano para que o Estado se adéque à legislação vigente que rege sobre a necessidade de concurso para a ocupação de cargos públicos.
Este foi um ano, também, que já iniciou sob a tensão das eleições. O senador Sérgio Petecão (PSD) foi o primeiro a se lançar candidato e também foi o primeiro a retirar a candidatura em favor do deputado federal Marcio Bittar (PSDB), que conseguiu a proeza de agregar em torno de si a maior coligação já feita. O PT, partido dos irmãos Viana, escolheu a procuradora Nazaré Araújo para ser vice de Tião e deixou decepcionada uma dezena de pessoas que sonhava com o cargo, incluindo o então presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Élson Santiago (PEN), que admitiu que tinha a certeza de ser ele o escolhido para o cargo.
As eleições 2014 foram as mais disputadas dos últimos anos. Pela primeira vez em 20 anos, uma eleição foi arrastada para uma decisão em segundo turno, no Acre. Marcio Bittar e Tião Viana protagonizaram uma acirrada disputa, que resultou na vitória do petista, eleito para o segundo mandato.
Com relação à disputa presidencial, o Acre mostrou prestígio ao receber a visita de três dos inúmeros candidatos que disputaram a Presidência da República: Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB); ainda a nível estadual, os acreanos se mostraram descontentes com a atual representatividade e renovaram os quadros da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac); apenas 6 dos 24 deputados conseguiram se reeleger.
Janeiro
Marcio Bittar (PSDB), Tião Viana (PT), Henrique Afonso (PV) e Tião Bocalom (DEM) são citados em colunas políticas como eventuais nomes a disputar o governo do Acre.
Em 8 de janeiro, o deputado federal Henrique Afonso (PV) anuncia à imprensa que comporá o mesmo grupo político de Marcio Bittar (PSDB) e Gladson Cameli, este último citado pela imprensa como pré-candidato ao Senado.
O Diário Oficial nº 11.218, de 9 de janeiro de 2014, trouxe a nomeação de Rosângela Bardales da Cruz, esposa do ex-secretário de Habitação, Aurélio Cruz, um dos 15 presos na Operação G7, sob acusação de fraude em licitações, formação de cartel e desvio de dinheiro público.
Em 20 de janeiro, um grupo dentro do PDT insinuou a possibilidade do partido sair da Frente Popular e ir para a oposição. Na ocasião, o deputado José Luiz Tchê (PDT) estava em viagem de férias. No retorno, ele negou que houvesse a possibilidade do partido deixar de fazer parte da base aliada do governo petista.
O nome do senador Sérgio Petecão (PSD) começa a ser ventilado para a disputa ao governo do Acre. Os dirigentes do Partido da Mobilização Nacional (PMN) anunciaram, no dia 27 de janeiro, no auditório da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), adesão ao grupo político de Sérgio Petecão (PSD) e Tião Bocalom (DEM), e lançaram a pré-candidatura do advogado Roberto Duarte Júnior, até então conhecido como advogado da Telexfree.
No dia 27 de janeiro, após rápida entrevista com o governador Tião Viana (PT), onde ele anunciou que escolheria uma mulher para ser vice-governadora, a ContilNet Notícias confirmou com fontes do Palácio Rio Branco e anunciou em primeira mão que a escolhida era a também petista Nazaré Araújo.
Fevereiro
Os nomes dos deputados federais Gladson Cameli (PP) e Perpétua Almeida (PCdoB) são ventilados para a disputa ao Senado.
Após percorrer três horas de barco durante a subida do rio Gregório, localizado no município de Tarauacá, o deputado federal Gladson Cameli (PP-AC) visitou a aldeia Nova Esperança, na Terra Indígena dos Yawanawá, no dia 10 de fevereiro.
O líder do PROS na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Walter Prado, afirmou em 25 de fevereiro que solicitaria ao governador Tião Viana (PT) uma nota oficial dando conta do número oficial de funcionários ameaçados de demissão por conta da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou inconstitucional a contratação de servidores sem concurso público a partir de 1988. Walter solicitou que o governador confirmasse que o número de ameaçados de demissão era de pouco mais de 3 mil servidores, e não de 11 mil, como vem sendo divulgado.
Em 26 de fevereiro, em meio à crise que o Acre enfrentava por conta do isolamento terrestre provocado pela cheia do rio Madeira, a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) pediu intervenção da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para que não houvesse superfaturamento nos preços das passagens aéreas no trecho Rio Branco- Porto Velho.

Provando que o acreano, como bom brasileiro, deixa tudo para a última hora, em 28 de fevereiro os eleitores formaram filas quilométricas em frente ao Palácio Rio Branco para efetuar o recadastramento biométrico. Desde 2013, o serviço era oferecido.
Março
No dia 15 de março, a presidente da República, Dilma Rousseff (PT) visitou o Acre. Após sobrevoar as áreas atingidas pela cheia história do rio Madeira, em Rondônia, a presidente petista esteve em Rio Branco. Ela chegou às 12:27h no Aeroporto Plácido de Castro, e foi recebida sob aplausos por uma comitiva liderada pelo governador Tião Viana e pelo prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre.
Parlamentares da base de apoio ao governo e de oposição se reuniram na Casa Civil para discutir a crise que atingiu o Acre, isolado via terrestre, por conta da cheia do rio Madeira. O encontro aconteceu no dia 28 e foi o momento para o senador Sérgio Petecao (PSD), usando de sarcasmo, dizer que em breve a trégua seria colocada fim e a disputa eleitoral de 2014 seria iniciada.

Em meio à crise de abastecimento que fez com que o Estado tivesse que receber alimentos enviados em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), o governador Tião Viana decidiu utilizar aviões da FAB para transportar parte dos 2,5 mil imigrantes haitianos e senegaleses retidos no município de Brasiléia, na fronteira com a Bolívia.
No dia 25 de março, a ONG Conectas denunciou a situação dos haitianos ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, pois o galpão projetado para 300 pessoas, que é chamado de abrigo público, atendia, na ocasião, a mais de 2,3 mil.
O PV, partido liderado pelo deputado federal Henrique Afonso, anuncia que não fará mais parte do grupo de Marcio Bittar, e que passará a apoiar o então pré-candidato do DEM ao governo do Acre, Tião Bocalom.
Abril
No dia 14 de abril, em reunião realizada no auditório da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a direção do Partido Verde (PV) regional apresentou o nome do deputado federal Henrique Afonso como vice na chapa liderada por Bocalom.
Durante a apresentação, a presidente regional do PV, Shirley Torres, disparou contra a imprensa acreana e garantiu serem vítimas de informações errôneas, plantadas por jornais locais.
Em 27 de abril, o nome da deputada estadual Antônia Sales (PMDB) foi citado pela primeira vez na imprensa acreana como a suposta vice na chapa de Marcio Bittar. Na mesma data, também foi citado o nome da vereadora Eliane Sinhasique (PMDB).
Deputado José Luiz Tchê (PDT), membro da base governista, criticou o governo do Acre e acusou o Estado de super endividamento. O discurso feito em 28 de abril foi apoiado por deputados de oposição, como Wherles Rocha (PSDB), e mereceu críticas do líder do PT na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Geraldo Pereira.
Maio
Em cumprimento ao calendário eleitoral, no dia 7 finalizou o prazo para o eleitor requerer a inscrição eleitoral, a transferência de domicílio ou alterações em seu título; também foi o prazo final para o eleitor portador de deficiência solicitar sua transferência para seção eleitoral especial.
No dia 8 de maio, data de falecimento do ex-governador do Acre, Orlei Cameli, a família dele em Cruzeiro do Sul prestou homenagem em sua memória.
No dia 9 de maio, em entrevista à ContilNet Notícias, a deputada estadual Antônia Sales, primeira-dama de Cruzeiro do Sul, afirmou que tinha aceitado o convite de Marcio Bittar para ser vice na chapa dele, que disputou o governo do Acre. Uma semana após a entrevista, Antônia se reuniu com lideres da oposição para tratar do assunto, e pouco depois, teve o nome homologado.
O líder do PROS na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Walter Prado, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) no dia 24 e foi internado no Pronto Socorro de Rio Branco. A informação foi confirmada pelo colega de parlamento, deputado Edvaldo Souza (PSDC).
O dia 26 foi a data a partir da qual foi permitida a propaganda intrapartidária, permanecendo vedado o uso de rádio, televisão e outdoor.
Junho
O dia 25 de junho foi o dia escolhido pelos membros do Democratas (DEM), Partido Verde (PV) e Partido da Mobilização Nacional (PMN) para oficializar, no auditório da Faculdade da Amazônia Ocidental (FAAO), em Rio Branco, o nome de Tião Bocalom como candidato ao governo do Acre, o de Henrique Afonso como vice, e de Roberto Duarte Júnior como candidato ao Senado.
No dia 27 de junho, a coligação partidária “Aliança Por um Acre Melhor”, formada por 11 partidos, oficializou durante convenção estadual realizada no ginásio do Serviço Social do Comércio (Sesc), em Rio Branco, os nomes de Marcio Bittar como candidato ao governo do Acre, Antônia Sales (PMDB) como vice, e Gladson Cameli (PP) como candidato ao Senado. O evento reuniu milhares de pessoas.

Aliança Por um Acre Melhor escolheu Bittar pra disputar o governo do Acre
No mesmo dia 27, no bairro Cidade Nova, a coligação Frente Popular do Acre oficializou o nome de Tião Viana (PT) como candidato à reeleição, Nazaré Araújo (PT) como vice, e Perpétua Almeida (PCdoB) como candidata ao Senado. O evento reuniu milhares de pessoas, entre elas, candidatos ao parlamento.
Julho
No dia 5 de julho, data final para os registros de candidatura, a sociedade acreana tomou conhecimento de que 15 dos 24 deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) resolveram disputar a reeleição. Entre os que desistiram da disputa, estavam nomes conhecidos do eleitorado acreano, como os deputados Hélder Paiva (PEN), com 28 anos de mandato, e Walter Prado (PROS).
Dia 6 de julho foi a data que marcou o início da permissão para que fossem realizados comícios e para a utilização de aparelhagem de som nas propagandas eleitorais. A permissão também se estendia à propaganda eleitoral pela internet.
O deputado estadual Jonas Lima (PT) passou mal no dia 11 de julho e precisou de atendimento médico para controlar a pressão arterial, depois de ter sido expulso de uma reunião com outros deputados estaduais, que tratava sobre as polêmicas envolvendo a previsão orçamentária para o próximo ano.
A ordem teria partido do governador Tião Viana, com quem o parlamentar havia se desentendido, dias antes. De acordo com informações de outros deputados que estavam na reunião, o governador teria ligado para o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) para comunicar que Jonas Lima não deveria permanecer na reunião dos deputados da situação.
Em 22 de julho, o deputado Éber Machado fez um duro discurso contra os que não apoiaram a emenda por ele apresentada à Lei de Diretrizes Orçamentárias, que ampliaria e fixaria o orçamento da Defensoria Pública do Acre em 1% do bolo orçamentário do Estado.
“Vergonhosamente, a Defensoria Pública tem 0,49%. Este discurso de inconstitucionalidade é pequeno. Ele vai perder, porque estou amparado no regimento interno e na Constituição estadual. Se não formos pelo regimento interno, esta Casa vai ter que rasgá-lo”, protestou Éber Machado.
Agosto
Em 10 de agosto, o então presidenciável Aécio Neves (PSDB) visitou o Acre e participou de um evento promovido pela coligação Aliança Por um Acre Melhor, realizado na Baixada da Sobral, que reuniu de milhares de pessoas. Na oportunidade, Aécio ironizou Lula e disse que o seu esporte preferido é derrotar o PT.

Matérias na imprensa local dão conta que as sessões na Aleac têm funcionado com quórum mínimo, e que a ausência dos deputados seria por conta da campanha eleitoral. A Mesa Diretora da Casa negou, no dia 12 de agosto, que houvesse sido feito um acordo entre os deputados para que eles pudessem se ausentar das sessões.
No dia 19 de agosto, foi iniciada a propaganda eleitoral no rádio e na TV. As coligações optam pelo formato padrão, onde os candidatos aparecem ao lado das famílias e falam a respeito da proposta eleitoral. O início da propaganda é marcado por ataques ao candidato Gladson Cameli (PP), que opta pelo silêncio e segue sua tática de apresentar propostas durante a campanha eleitoral.
Os prefeitos do interior reclamam de crise financeira e dizem que os repasses ficam comprometidos por conta de inadimplência herdada de gestões passadas.
Setembro
Em 16 de setembro, alegando crise financeira, o prefeito de Porto Acre, Carlinhos da Saúde (PSDB), abriu mão do próprio salário. “Tomei a decisão de consciência, sabendo das consequências que isso iria trazer para mim; entretanto, eu quero ser um passarinho com uma gota d’água no incêndio da floresta”, diz o prefeito.
Dia antes do anúncio, o vice-prefeito da cidade, Sérgio Baquer (PSD) havia anunciado o rompimento com o prefeito, alegando não compactuar com a maneira como a cidade é administrada.
O dia 20 de setembro marca a data a partir da qual nenhum candidato, membro de mesa receptora e fiscal de partido, poderia ser detido ou preso, salvo em flagrante delito.
O último debate entre os candidatos antes da realização do primeiro turno aconteceu no dia 30 deste mês. As militâncias políticas participaram ativamente deste momento, fazendo uma espécie de manifestação de apoio aos respectivos candidatos, em frente às emissoras onde foram realizados os eventos.

Outubro
No dia 4 de outubro, a poucas horas da eleição, a então presidenciável Marina Silva esteve no Acre e foi recebida por milhares de pessoas, que saíram em carreata do Aeroporto de Rio Branco até o Segundo Distrito da capital.
Em 5 de outubro foram realizadas as eleições, e o Acre mostra-se silencioso, revelando uma grande número de abstenções na história: 24,88. O resultado do primeiro turno mostrou um cenário de empate técnico e configurou um segundo turno entre Marcio Bittar e Tião Viana.
Gladson Cameli (PP) foi eleito e se tornou o mais jovem na história do Brasil.
Raimundo Angelim foi o mais votado, entre os deputados federais do Acre. Apenas seis deputados estaduais conseguiram se reeleger.
Em 26 de outubro, em uma eleição apertada, Tião Viana foi reeleito governador do Acre. Viana recebeu 196.509 votos, o que corresponde a 51,29% dos votos válidos. Já Marcio Bittar (PSDB) teve 186.658 votos, o que corresponde a 48,71%.
Novembro
Na primeira quinzena de novembro, os deputados José Luiz Tchê (PDT) e Jamyl Asfury estiveram na China em missão outorgada pela União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale). Os deputados discutiram questões relativas a comércio exterior. Tchê afirmou que a missão fundamental da viagem era apresentar às autoridades chinesas a viabilidade da importação e exportação via estrada do Pacífico.
“Vamos levar um material disponibilizado pelo governo do Estado do Acre para apresentar às autoridades de lá, mostrando que é possível, é viável, a saída pelo Pacífico. Pelo Pacífico, são menos 14 dias de viagem que pelo Atlântico”, disse, à época.
Em sessão extraordinária e sem análise prévia, os deputados estaduais aprovaram no dia 20, em segunda votação, por 14 votos a 1, a Lei Orçamentária Anual (LOA) para o ano de 2015, orçada em mais de R$ 5 bilhões, montante para o governo do Acre utilizar em 2015.
O deputado Wherles Rocha (PSDB) foi o único a se pronunciar por conta da falta de tempo hábil para analisar as mais de 2 mil páginas de documentos anexos que detalham o orçamento.
“Analisaram mais de 2 mil páginas em 15 minutos, ou seja, não analisaram nada. Estamos falando de dinheiro público. Deveria haver mais compromisso”, protestou.
Dezembro
No dia 5 de dezembro, o senador Gladson Cameli (PP) visitou o local onde está sendo construída a ponte sobre o rio Madeira e ressaltou que trabalhará incansavelmente no Congresso Nacional para unir as bancadas dos estados do Norte em favor da obra.
Ele foi recepcionado por uma comitiva do governo do Estado de Rondônia, liderada pelo vice-governador Aírton Pedro Gurgacz, Major Giffoni, diretor militar da Governadoria, o engenheiro da obra, Cleider Razzine, além de assessores e técnicos.
No dia 15 de dezembro, o governador Tião Viana anunciou a equipe que comporá o governo a partir de 2015. Entre os nomes, estão o do secretário da atual gestão, alguns que foram apenas remanejados de pastas, e nomes novos que comporão a equipe. Entre os novos secretários de Viana, está Armando Melo, que conduzirá a Saúde, e Wheverton Matias, que estará à frente da Assessoria Especial de Juventude.
No dia 17 de dezembro, o vereador Artêmio Costa (PSDC) foi eleito presidente da Mesa Diretora da Câmara de Rio Branco.
No dia 18 de dezembro, os deputados estaduais, a maioria não reeleita, usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) para se despedir do parlamento.
Muitos deputados chegaram a embargar a voz ao discursar, durante a despedida. O deputado Élson Santiago, derrotado após 28 anos de mandato consecutivo, ao se despedir afirmou que em breve estará de volta ao parlamento. “Vou ali rapidinho e já volto”.
O deputado Wherles Rocha (PSDB), sempre combativo ao governo, se despediu dos colegas e disse que continuará o seu trabalho em Brasília, de onde pretende lutar por dias melhores para o Acre.
“Só [estou] mudando de casa, mas confesso que esta despedida é difícil”, afirmou.
No dia 19 de dezembro, foi realizada a diplomação do governador Tião Viana (PT), da vice-governadora Nazaré Araújo e dos deputados estaduais e federais eleitos no ultimo pleito.
Neste mesmo dia, o jornal O Estadão revelou uma lista com os nomes de 28 supostos beneficiários de verbas desviadas da Petrobrás. Segundo o jornal, o nome do governador Tião Viana aparece na lista entregue pelo delator Paulo Roberto Costa, o ex-diretor de Abastecimento da empresa. Viana negou o caso, e uma semana depois, anunciou que ingressaria com ação judicial contra Paulo Roberto.
