Se para os cientistas do governo uma nova cheia como a do ano passado no rio Madeira só viria a acontecer daqui cem anos, o comportamento dos principais rios da região não permite confirmar categoricamente esta teoria. A situação é preocupante e deixa em alerta autoridades da Bolívia e do Acre.
É no país vizinho onde nascem os principais rios que entram em território brasileiro, sobretudo no Acre e em Rondônia. Por lá as intensas chuvas preocupam e levaram a Defesa Civil boliviana a elevar o alerta para riscos de transbordamento no nível “laranja”, quando a probabilidade de enchente é alta.
Entre os rios nesta situação estão o Acre e o Madeira, que no país recebe o nome de Madre de Dios. Seus afluentes, como o Mamoré, também estão em “laranja”. E toda esta água, lógico, segue para os Estados brasileiros.
Já alerta ao eminente risco de uma nova invasão da BR-364 pelas águas do rio Madeira, a Defesa Civil do Acre esteve nesta segunda-feira (12) visitando os trechos onde a água está mais próxima da rodovia.
De acordo com o comandante da Defesa Civil, coronel Batista, a expedição avaliou a medição entre a lâmina d’água entre o rio e a rodovia nos pontos críticos. “Fomos do Abunã a Jacy-Paraná. Avaliamos a capacidade de suporte da pista nos pontos mais sensíveis que foram atingidos pela cheia do ano passado e constatamos que não há nenhum rompimento na pista”, relata o coronel.
Agora, faltando pouco para a definição do plano de contingência, o governo pretende apresentá-lo para a Defesa Civil Nacional para aprovação e captação de recursos caso haja necessidade de ser colocado em prática.
A Defesa Civil l lembra à população que a trafegabilidade da pista se mantém na normalidade. As autoridades do Acre têm evitado passar a imagem de preocupação com um novo isolamento do Estado, preferindo dizer que, conforme as previsões meteorológicas, que a possibilidade uma nova submersão da rodovia é “mínima”.
