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Isolada no meio da Amazônia e registrando um dos piores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país, a cidade de Jordão poderá ter 100% de cobertura em serviços de saneamento básico. O governo estima que até o final do ano todas as 22 ruas do pequeno município contarão com a infraestrutura de água tratada para os moradores, esgoto, drenagem pluvial e um aterro sanitário respeitando as novas normas do plano nacional de resíduos sólidos.
O objetivo do governo é assegurar saneamento básico completo aos quatro municípios isolados do Estado até 2018, num investimento de R$ 100 milhões. Além de Jordão estão no projeto Santa Rosa do Purus, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter. Segundo o Depasa, Jordão é quem está com as obras mais avançadas, alcançando 30%. São estas as cidades a ocuparem a lanterna no ranking de IDH, justamente pela ausência de investimentos em saneamento.

“Estamos planejando e trabalhando para isso. Então, vemos de maneira muito positiva esse investimento inovador que vai transformar a realidade, porque serão os primeiros municípios a ter 100% de água, esgoto e aterro sanitário”, diz o secretário Márcio Veríssimo (Planejamento).
Em Marechal Thaumaturgo e Porto Walter os serviços também estão avançados. Na primeira, por exemplo, 22% das obras foram executadas. As dificuldades de acesso aos municípios, contudo, dificultam o andamento e o cumprimento do cronograma de obras. O governo ainda alega o período de chuvas como empecilho para avanços mais rápidos.
Mas o período das chuvas é aproveitado para o transporte dos insumos em balsas, usando boa navegabilidade dos rios por conta das cheias. “O rio tem uma calha muito baixa, a gente consegue transportar materiais apenas em dois meses do ano. Mas é um momento de chuvas ali na região, isso tem causado um transtorno, a gente pede calma à população”, ressaltou Veríssimo.
ContilNet com Agência de Notícias do Acre
