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Helvis Presley é condenado a 55 anos de prisão pelo assassinato de motorista

Por Fabio Pontes, da Agência ContilNet

“Helvis” vive!

Se Elvis Presley não morreu, o Helvis Presley pode ser encontrado no presídio de Rio Branco, e por lá ficará um bom tempo. Operando no mundo do crime, Presley foi condenado a 55 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do motorista de ônibus Raimundo Marconi Santana. O crime ocorreu em 28 de julho do ano passado. Presley e José Aroldo Santos foram condenados pelos disparos que mataram o motorista, quando reagia ao assalto ocorrido em seu veículo.

À época, o crime abalou a cidade, causando comoção e revolta na categoria. A pena da dupla ultrapassa os 100 anos pela forma fria com que o motorista foi executado, sem nenhuma capacidade de reação.

Todo o crime ocorreu dentro do ônibus que realiza a linha UFAC/Terminal Central. Segundo a denúncia, os assaltantes entraram no primeiro ponto após o campus universitário. Logo em seguida anunciaram o assalto. Armada, a dupla roubou o dinheiro do cobrador mais seu celular, além de outros pertences dos passageiros.

Enquanto José aterrorizava os passageiros na parte traseira do ônibus, Helvis Presley ficou de tocaia perto do motorista. Numa atitude corajosa, porém imprudente, Raimundo executou uma freada brusca e levou o veículo para dentro de um posto de gasolina. Neste momento ele foi para a via de fato com Helvis Presley.

Percebendo a briga, José Aroldo voltou para a parte da frente e efetuou três tiros contra o motorista. Na denúncia feita pelo MP, consta que Helvis Presley “executou mais três disparos com a arma de fogo (…) atingindo a vítima à queima-roupa”.

Ao todo foram seis disparos contra a vida de Raimundo. Vídeos mostravam na ocasião passageiros tentando reanimar o motorista gravemente atingido. O SAMU chegou a fazer atendimentos, mas o trabalhador não resistiu.

O MP ainda afirmou que, no momento em que saíram do ônibus, um dos acusados disparou em direção a um frentista do posto de gasolina, não conseguindo atingi-lo. Após o latrocínio, a dupla fugiu com mais dois acusados, Leandro Souza dos Santos e José Carlos de Melo Junior, que estavam em duas motos.

Os quatro foram presos no conjunto Esperança III com “vários objetos oriundos do delito e as duas armas de fogo utilizadas na prática da ação ilícita”. Por terem auxiliados os criminosos na fuga, Leandro Souza José Carlos foram condenados, cada um, a 47 anos de prisão.

 

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