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Martelo ainda não foi batido, mas nome de Zen pode ser indicado para líder do governo na Aleac

Por Fabio Pontes, da Agência ContilNet

quem se habilita?

O Palácio Rio Branco, em consenso com os partidos da base aliada, deve definir até a próxima sexta-feira (30) seu novo líder dentro da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Apesar do nome do deputado eleito Daniel Zen (PT) ser apontado coo o indicado, ainda não está batido o martelo. Próprios setores petistas são contra a indicação por verem nisso uma grande concentração de poder na bancada da legenda, em detrimento dos demais aliados da Frente Popular.

Em reunião realizada na tarde desta terça (27), a cúpula da sigla preferiu não fechar questão em torno da liderança do governo, mas somente do partido. Um dos condutores das negociações será o secretário Francisco Nepomuceno (Relações Institucionais).

Com a maior bancada da Casa, o PT assumirá a presidência da Mesa Diretora, quebrando um ciclo de 16 anos de deixar para os aliados o comando do Legislativo, já que os petistas concentram superpoderes no Executivo, além de chefiarem as comissões mais importantes dentro da Aleac. O anúncio de Daniel Zen foi feito por petistas sem consulta ao governo.

“O cargo de líder do governo tem que ser uma decisão pessoal do governador, pois é seu representante no Parlamento, e é preciso uma relação de confiança mútua”, diz um integrante da executiva do PT. Apesar de ter a grande maioria das cadeiras, o governo encontra dificuldades de escolher um bom líder para os embates com a fragilizada oposição.

Além disso, o desgaste do cargo afugenta potenciais candidatos. Os dois últimos líderes de Tião Viana (PT), Moisés Diniz (PCdoB) e Astério Moreira (PEN), foram derrotados nas urnas em 2014. Por esse motivo, acreditam os petistas, somente um militante “linha dura” para assumir a defesa intransigente de Viana sem impor condicionantes.

 

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