telexfree
O caso TelexFree, que teve seu estopim no Acre, após uma ação do Ministério Público ter vetado as atividades da empresa no Brasil, parece ter voltado à tona. É que existem elementos que indicam que as atividades da Telexfree teriam características de uma pirâmide financeira.
Acusada pelo Ministério Público do Acre de operar esquema pirâmide financeira, a Telexfree teve suas atividades suspensas em junho de 2013 por decisão da juíza da 2ª Vara Cível de Rio Branco, Thaís Queiroz de Oliveira Khalil. Desde então, investidores que ficaram impedidos de obter o retorno financeiro acionaram a empresa reivindicando ressarcimento.
De acordo com uma publicação do site Consultor Jurídico, essa é a conclusão do laudo feito pela empresa Ernst & Young, responsável pela auditoria nas contas da Ympactus Comercial, que controla a Telexfree.
Mas para a defesa da empresa, feita pelos advogados Wilson Furtado Roberto e Danny Fabrício Cabral Gomes, o documento não é conclusivo.
“Por isso vão impugnar as decisões que determinaram o bloqueio de bens e ativos da empresa desde 2013”, diz um trecho da publicação.
De acordo com Wilson, uma coisa é afirmar que existem elementos que indicam a pirâmide, outra é você afirmar que aquilo é uma pirâmide.
“São coisas distintas. O laudo é inconclusivo, logo a Telexfree não é uma pirâmide financeira”, afirma Furtado.
O laudo foi protocolado na quarta-feira (11) junto a 2ª Vara Cível de Rio Branco (AC). A partir de agora, a Ympactus Comercial e o Ministério Público do Acre terão o prazo de 30 dias para se manifestarem sobre o contido no documento.
