Com PV, oposição ensaia formação de blocos para comandar comissões na Aleac

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nelsonsalesA oposição decidiu reagir à estratégia da base governista de formar blocos para ganhar forças na composição e comando das principais comissões da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Após a oficialização da união de PCdoB, Pros e PSB no Bloco Popular Republicano, todos os líderes dos partidos oposicionistas se reuniram nesta quarta-feira (4) para definir a estratégia de reação. A discussão é saber se será a formação de um “blocão”, superando até a bancada petista na Casa, ou reagir fatiada conforme os passos dados pela base.

A novidade nesta união da oposição é a participação do PV, partido cuja cúpula retomou seus espaços no governo Tião Viana (PT). A sigla indicou o vice na chapa de Tião Bocalom (DEM) ao Palácio Rio Branco em 2014. Eleito na aliança PV-DEM, Nelson Sales (PV) tem afirmado que não integrará a base de sustentação, pois a mudança seria uma traição aos seus eleitores.

A presidente do PV, Shirley Torres, responsável por reconduzir os verdes à Frente Popular logo após o fim do primeiro turno, foi nomeada em janeiro como diretora de operações do Detran. Mas na Aleac a legenda dá sinais de que estará em sintonia com as demais do campo oposicionista. Estão na condução deste bloco PMDB, PSDB e PP.

DEM e PSD também já sinalizaram a disposição de unir forças para fazer frente à ampla maioria governista. A dúvida gira em torno do PR. Há informações de um possível retorno da legenda para a base de Tião Viana. Insatisfeito com a oposição, o ex-deputado federal Ilderley Cordeio estaria negociando o retorno dos republicanos ao colo governista.

A oposição ainda não tem definido se formará um blocão ou se se dividirá em dois.
Conforme a ContilNet Notícias apurou, esta composição se dará conforme os passos dados pela situação. Para cada ação será adotada uma reação, explicou um assessor tucano. Os acordos ainda precisam ser costurados, pois a formação de blocos representa abrir mão da função de líderes para os partidos de uma cadeira só.

A liderança partidária assegura vantagens extras para o parlamentar. Mas segundo Eliane Sinhasique (PMDB) seus colegas têm mostrado desprendimento. “A oposição entendeu que esta é a melhor maneira de mostrarmos nossa força e não permitir que o governo dê as cartas nas principais comissões”, afirma ela. Entre os alvos preferenciais estão a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e Orçamento e Finanças.

 

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