não dá conta
A presidente Dilma Rousseff disse a pelo menos dois interlocutores que está decidida a retirar o ministrochefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, de missões na área da articulação política de seu governo. Seria uma iniciativa para melhorar sua relação com sua base aliada, principalmente o PMDB, cujas principais lideranças não têm bom entendimento com o petista.
Segundo a Folha apurou, Dilma avalia que Mercadante falhou nas principais negociações políticas e estratégias que liderou neste início de governo. A presidente, contudo, não manifestou intenção de retirálo do posto de comando da Casa Civil. Nesta área, a avaliação da presidente sobre o desempenho de Mercadante é positiva.
À Folha, interlocutores presidenciais fizeram a ressalva de que ela já fez promessas de reformulação de áreas do governo, durante período de críticas e avaliações negativas de determinados setores, mas ficou postergando suas decisões.
Dilma vem sendo pressionada por aliados e pelo expresidente Lula a promover uma pequena reforma ministerial imediatamente, mesmo tendo decorrido pouco mais de dois meses de seu segundo mandato. O principal alvo da mexida teria de ser fortalecer a articulação política e dar mais poder ao PMDB. O expresidente tem sugerido a mexer em quem não estiver dando voto no Congresso.
NOMES
Dois nomes são citados para liderar a articulação política do governo. No PT, o mais cotado é o ministro da Defesa, Jaques Wagner, que já vem desempenhando missões na área. Por exemplo, no último domingo, ele esteve com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDBAL), em busca de negociar uma trégua com o peemedebista.
O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, foi quem convenceu Renan a recolher as armas.
As conversas deram resultado. Renan topou negociar com o ministro Joaquim Levy (Fazenda) um acordo para manter o veto da presidente Dilma à correção integral da tabela do Imposto de Renda na Fonte em 6,5%, fechado na terçafeira (10).
