Caos: vereadores denunciam péssima qualidade da saúde em Epitaciolândia

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Os vereadores de Epitaciolândia, Carlos Portela (PPS) e Messias (PT), estiveram na última terça-feira (14) em visita a postos de saúde e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) daquele município. Eles afirmaram à reportagem da ContilNet Notícias que encontraram dezenas de casos que provam que a qualidade da saúde ofertada em Epitaciolândia é de péssima qualidade, marcada por descasos e abandono.

Os vereadores afirmam que há casos em que pacientes aguardam por horas para que um médico compareça ao hospital, mesmo sendo dia dele estar na escala de trabalho. Eles afirmam que a UPA está com superlotação justamente pelo fato dos postos de saúde não estarem atendendo a contento.

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“No posto de saúde José Paulo de Souza, que fica no Bairro Aeroporto, encontramos muitos pacientes, alguns estavam desde às 6 horas e já era quase 9:30 horas e não tinha nenhum médico. Alguns pacientes disseram que desde ontem estão esperando o médico para se consultar”, diz Portela.

Portela afirma, ainda, que a UPA daquela cidade está superlotada e que não há profissionais da saúde em número suficiente para garantir o atendimento adequado.

“A UPA está superlotada de pacientes a espera de atendimento, não tem enfermeiros para fazer a pré-consulta, só uma pessoa no balcão de atendimento, só uma enfermeira no plantão, só uma médica atendendo e muitos pacientes reclamando da falta de médicos”, denuncia, ressaltando que a unidade funciona os três expedientes apenas com um médico no atendimento.

Os vereadores afirmam, ainda, que além da superlotação e falta de médicos naquela cidade, não há mais ambulância para garantir o transporte de pacientes para a capital em casos de necessidades extremas.

“Fizemos uma visita no laboratório e o mesmo já foi desativado faz muito tempo, ficando uma pessoa só para colher sorologia. Esse tipo de coleta é feita para mandar o exame para fora do município, onde demora em média 30 dias, e está funcionando de forma precária, pois necessita de internet e há mais de 4 meses não temos. A atualização da ficha cadastral de cada paciente é feita precariamente e com muita dificuldade, prejudicando assim o andamento”, ressalta.

A reportagem entrou em contato com o prefeito da cidade, André Hassem (PSDB), através do numero com final 45, mas não obteve sucesso.

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