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Deputada diz que Casai empurra os indígenas para a mendicância

Por Ravenna Nogueira

caos

A deputada estadual Eliane Sinhasique (PMDB), aproveitou a sessão solene alusiva ao Dia do Índio (19 de abril), para criticar os serviços prestados pela Casa de Apoio a Saúde do Índio (Casai). A sessão aconteceu na manhã desta quinta-feira (23).

Sinhasique usou informações de matéria intitulada “Indígena reclama de más condições de higiene na Casai”, da jornalista Gislaine Vidal, publicada no site AGazeta.net, no dia 22 de abril, para questionar a falta de higiene e de medicamentos na casa de apoio.

Segundo a matéria, faltam medicamentos para os pacientes que passaram por cirurgia e não há higiene adequada na Casa. Gislaine informa ainda que os pacientes e acompanhantes arrecadaram dinheiro para comprar produtos de limpeza para amenizar o problema.

“A casa do índio está empurrando para a mendicância os índios que vem em busca de atendimento. Os índios precisam pedir dinheiro para ajudar a limpar um espaço que deveria ser limpo”, declarou a parlamentar.

Gregório Salomão, da etnia Kashinawá, diz na matéria que o mal cheiro nos alojamentos da Casai é terrível, os banheiros estão em situação deplorável e que os lençóis e colchões não são trocados com frequência.

Segundo Gregório, durante o período em que ficou na Casa, faltava água no banheiro e os lençóis estavam há 4 dias sem serem trocados. “Como é que pode tratar da saúde dentro da sujeira. É inadmissível um negócio desse”, indagou a deputada.

A parlamentar citou ainda a denúncia, feita na matéria, de que a coordenadora da Casai, Cida, teria tentado impedir os índios de falarem. “O índio tendo o seu direito de expressão cerceado é de deixar qualquer um indignado”, reclamou.

Casai

A casai aloja índios em tratamento, encaminhados dos municípios de Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Tarauacá, Feijó e Cruzeiro do Sul, no Acre. Cada município conta com um polo base. Os encaminhamentos são realizados pelos polos de cada município para Casai quando compreendem que o indígena necessita do tratamento de média e alta complexidade que não pode ser oferecido na localidade.

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