Uma informação revoltante partiu da maternidade Bárbara Heliodora e chegou ao jornalismo da ContilNet Notícias. Uma grávida de gêmeos afirmou que, nesta terça-feira (31), mais de 20 gestantes estão em uma mesma sala, prestes a dar à luz ou recém-cirurgiadas.
Cariny Araújo, além de procurar o jornalismo da ContilNet Notícias, também usou seu perfil em uma rede social para denunciar o caos que está presenciando na maternidade. Em seu perfil pessoal, ela afirma que o clima é de “caos” e que “pacientes estão tendo filhos nas cadeiras do lado de fora das salas porque não tem vaga”.
“Estou internada na sala de medicação e aqui várias grávidas estão com dores para ter seus bebês, mas não há vagas. E se tiver de ter vai ser por aqui mesmo. Agora pouco veio uma técnica dizer que tinha que tirar uma de nós da cama para poder colocar uma mulher que acabou de ganhar bebê, pois ela estava na maca com o bebê no seu peito. Aí eu te pergunto: cadê a tal saúde de primeiro mundo? Aqui falta vaga, falta pessoas que sejam bons profissionais e que nos trate bem. Até água para beber falta, pois agora à noite colocaram, mas pelo dia foi correria”.
Cariny está grávida de gêmeos e sua gestação está no sexto mês. Temendo dar à luz nestas condições, ela afirma que sua barriga já apresenta dilatação.
“Estou internada desde ontem. Ontem tinha quinze na sala de observação para ganhar com dilatação. Quatro tiveram nos consultórios médicos, pois não há vagas!”.
Ela conta que, neste momento, há 27 mulheres, nestas condições, em uma mesma sala.
“Agora tem 27 mulheres na mesma sala. E as que ganharam também estão lá. Umas pessoas que trabalham aqui nos falaram que o Hospital Santa Juliana não está aceitando as grávidas daqui, pois o governo não pagou o convênio. Está sem vaga nos leitos nas salas de parto”.
Ela informa que procurou um responsável, mas lhe foi avisado apenas que a não há previsão para a situação normalizar, já que o Hospital Santa Juliana não está aceitando as gestantes por conta de um convênio não pago pelo governo.
Com a situação caótica presenciada, o medo tomou conta de Cariny.
“Pelo que estou vendo, estou ficando ainda mais nervosa, e com medo de ter meus bebês prematuros”.
A reportagem da ContilNet Notícias tentou desde às 9:30 da manhã desta terça-feira (31) entrar em contato com a assessoria da Secretaria de Saúde do Estado do Acre (Sesacre), mas sem sucesso. Tão logo o contato seja estabelecido, o espaço será cedido ao órgão para esclarecimentos.
