autismo
A Câmara Municipal de Vereadores de Rio Branco realizou durante o pequeno expediente desta terça-feira (31) a sessão solene em homenagem ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, comemorado em 2 de abril. A sessão foi solicitada pelos vereadores Artêmio Costa (PSDC), Rose Costa (PT) e Lene Petecão (PSD).
Estiveram presentes à sessão solene todos os vereadores, o presidente da Associação dos Amigos do Peito do Acre (Ampac), Roberto Craveiro, o representante da Associação dos Pais Excepcionais (Apae), Welliton Melo, além dos secretários municipais de Saúde e Educação, Oteniel Almeida e Márcio Batista.

Para o presidente da Ampac, Roberto, a sessão é uma oportunidade de alinhar todas as ações que vêm de encontro ao cuidado e atenção aos autistas.
“Temos legislação municipal, estadual e federal, mas não estávamos sendo contemplados, e a Câmara Municipal ainda tinha ouvido falar das nossas necessidades, que as políticas públicas precisam implementar e inovar com relação aos atendimentos aos autistas. E foi importante também, pois podemos levantar as condições em que chegamos a encontrar nossas crianças e informar o quantitativo de atingidos pelo autismo na capital e nos municípios acreanos”, destacou o presidente.
Segundo o presidente, existem cerca de 7000 pessoas com autismo no Acre – cerca de 3.500 somente na capital – mostrando que deve haver uma atenção maior dos órgãos de saúde com a situação apresentada. Os dados são divulgados pela União das Nações Unidades (ONU).
O secretário municipal de Saúde, Oteniel Almeida, disse que durante a sessão solene foi destacada a complexidade da situação.
“Por meio da audiência anterior e a atual, o Município começará o plano de formação dos profissionais para que a gente possa avançar e incluir as diretrizes dentro do planejamento da secretaria, dentro do plano de saúde, para que assim possamos conseguir recursos e atender a demanda das entidades em conseguir um centro de atendimento aos autistas”, disse Oteniel.
O presidente da Mesa Diretora, Artêmio Costa, disse que é uma oportunidade que os parlamentares têm de saber qual a situação e empenho dessas entidades.

O que é o autismo?
O autismo é um distúrbio neurológico caracterizado por comprometimento da interação social, comunicação verbal e não verbal e comportamento restrito e repetitivo. Os pais costumam notar sinais nos dois primeiros anos de vida da criança. Os sinais geralmente se desenvolvem gradualmente, mas algumas crianças com autismo alcançam o marco de desenvolvimento em um ritmo normal e depois regridem.
O autismo é altamente hereditário, mas a causa inclui tanto fatores ambientais quanto predisposição genética4 Em casos raros, o autismo é fortemente associado a agentes que causam defeitos congênitos. Controvérsias em torno de outras causas ambientais propostas; a hipótese de danos causados por vacinas são biologicamente improváveis e têm sido refutadas em estudos científicos. Os critérios diagnósticos exigem que os sintomas se tornem aparentes antes da idade de três anos. O autismo afeta o processamento de informações no cérebro, alterando a forma como as células nervosas e suas sinapses se conectam e se organizam; como isso ocorre ainda não é bem compreendido. É um dos três distúrbios reconhecidos do espectro do autismo (ASD), sendo os outros dois a Síndrome de Asperger, com a ausência de atrasos no desenvolvimento cognitivo e o Transtorno global do desenvolvimento sem outra especificação(comumente abreviado como PDD-NOS (sigla em inglês) ou TID-SOE (sigla em português)), que é diagnosticado quando o conjunto completo de critérios do autismo ou da Síndrome de Asperger não são cumpridos.
Intervenções precoces em deficiências comportamentais, cognitivas ou da fala podem ajudar as crianças com autismo a ganhar autonomia e habilidades sociais e de comunicação. Embora não exista nenhuma cura conhecida, há relatas de casos de crianças que se recuperaram. Poucas crianças com autismo vivem de forma independente depois de atingir a idade adulta, embora algumas têm sucesso. Tem se desenvolvido uma cultura do autismo, com alguns indivíduos buscando uma cura enquanto outros creem que o autismo deve ser aceito como uma diferença e não tratado como um transtorno.
