Durante a manhã desta sexta-feira (8) foi realizado no auditório da Federação das Indústrias do Acre (Fieac) o encontro da bancada federal do Acre com os prefeitos dos municípios do Estado. A reunião teve como ponto a pouca participação dos deputados federais e prefeitos, mesmo com o momento de crise por que atravessa os municípios.
Na reunião, convocada pela Associação dos Municípios do Acre (Amac), foram tratados diversos assuntos, entre eles a recuperação das cidades atingidas pela ultima grande enchente.
Para o prefeito de Rio Branco e presidente da Amac, Marcus Alexandre, o encontro é a oportunidade de gestores e parlamentares debaterem soluções para os problemas que afetam os municípios do Acre.
Ele afirmou ainda que a reunião foi a data escolhida para que a equipe técnica da entidade apresentasse o relatório técnico do plano de recuperação para os municípios afetados pela cheia do rio Acre. “Temos uma assessoria técnica que foi colocada à disposição das prefeituras para que pudéssemos construir os relatórios e assim buscar ajuda para as áreas fundamentais. Esta é a oportunidade também de reunirmos com nossa bancada para somarmos força para ajudar a todos os municípios”, disse.
O líder da bancada federal do Acre em Brasília, deputado federal Raimundo Angelim (PT), afirmou que os parlamentares estão prontos para ajudar no que for possível, mas não se mostrou muito otimista quanto a uma possível recuperação imediata dos municípios assolados pela enchente. “Se os prefeitos estão pensando que seus municípios serão reconstruídos rapidamente estão enganados. A situação é delicada e não podemos trabalhar com falsas expectativas”, diz.
Angelim afirma que a crise econômica que assola o país tem reflexos diretos na falta de recursos para recuperar as cidades acreanas. Ele diz que até mesmo os recursos dos ministérios estão em menor quantia. “O orçamento dos ministérios está sendo contingenciado em cerca de 30%”, afirmou.
O prefeito de Tarauacá, uma das cidades mais castigadas pelas cheias, Rodrigo Damasceno (PT), foi o primeiro a apresentar slides mostrando como ficou a estrutura urbana após as 11 enchentes enfrentadas no curto período de quatro meses. Ele pediu ajuda e disse que a população tem pressa para ver a cidade reconstruída. “Os prejuízos de Tarauacá ultrapassam 50 milhões”, diz.
O prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre, que já havia dito à imprensa que seriam necessários cerca de cinco anos para que a capital ficasse totalmente reconstruída, ressaltou que, entre outras coisas, será necessário recuperar 900 ruas e 53 bairros afetados pela catástrofe natural.
O prefeito de Brasiléia, Everaldo Gomes (PMDB), voltou a salientar que 90% do perímetro urbano foram afetados pelas enchentes, e que serão necessários cerca de R$ 45 milhões para a reconstrução do município. “A situação ficou muito triste mesmo. Quando estive em Brasília logo após a cheia eu fiz um apelo, de coração aberto, para que ajudassem nossa cidade; sozinhos não temos condições”, frisou.
Vale ressaltar que a enchente de 2015 provocou perdas e estragos em pelo menos oito cidades acreanas; em todas elas os valores necessários para a recuperação extrapolam os limites orçamentários locais.
A respeito do trabalho técnico realizado pela Amac, um grupo de trabalho, liderado pelo coordenador-executivo da entidade, Stênio Melo, formado por engenheiros civis, arquitetos, agrônomos e administradores, realizou os diagnósticos em um curto espaço de tempo. Chamados de “Planos de Reconstrução”, os relatórios estão divididos em duas partes, sendo plano de trabalho e diagnostico.
