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Na Ufac, confusão e fraude marcam eleição do DCE; aluno é barrado e apela à reitoria

Por Ton Lindoso e Wiliandro Derze, da ContilNet Notícias

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A eleição do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Acre (Ufac) foi marcada por confusão e teve que ser anulada após a constatação de irregularidades em três urnas.

O acadêmico Carlos Gomes, que já havia denunciado à ContilNet que o Partido dos Trabalhadores (PT) estaria utilizando a estrutura pública para beneficiar uma chapa na eleição, voltou às redes sociais e fala, além das irregularidades, que foi agredido verbalmente por um vigilante da instituição.

Além de a eleição não ter tido “quórum”, termo usado para se referir a presença de pessoas em determinado local, Gomes fala também sobre a constatação das urnas fraudadas.
 
Ele disse que não teve quórum e que três urnas foram fraudadas. “Um processo que começou de maneira irregular só poderia terminar assim. Eis a palhaçada que foi a Comissão Eleitoral, o Edital e a votação. Tão somente o reflexo do que se dispuseram fazer como o ‘melhor’”, criticou.

O acadêmico relatou que foi agredido verbalmente por um vigilante da instituição e impedido de acompanhar o resultado das eleições. Ele pediu providências ao reitor da universidade, Minoru Kinpara.
 
“Minoru Kinpara, senhor reitor, fui abordado por um vigilante agora (ontem, terça) no Campus que me ameaçou com choque e me proibiu de estar no DCE, cerceando meu direito de acompanhar a apuração do DCE, pedi que o mesmo se identificasse e ele além de me chamar de ‘p*rra’ se recusou a identificar-se. Me identifiquei como aluno desta instituição, com matrícula e curso e o mesmo continuou a me ameaçar. Solicito uma resposta da reitoria”.

De acordo com a atual presidente do DCE, Michelle Silva o quórum foi o principal fator que anulou a eleição.

“A comissão eleitoral identificou na contabilidade dos votos que três urnas tiveram mais votos que o número de assinaturas na lista de votação, o que caracterizou fraude no processo e mais um motivo para o cancelamento do pleito”, explicou Michelle.

A reitoria, por meio da assessoria de imprensa disse que não participou do processo, e não se envolverá nos assuntos relacionados à eleição do movimento estudantil.

Segundo ainda Michelle, depois de uma convocação do Conselho de Entidade de Base é que uma nova eleição poderá ser chamada.

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