Rio Branco, Acre,

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Prefeitura petista de São Paulo volta a criticar Acre por envio de imigrantes haitianos

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A prefeitura paulistana do petista Fernando Haddad voltou a criticar o envio dos imigrantes haitianos para a cidade pelo governo do Acre sem o devido aviso prévio. Desde a última quinta-feira (15) dois ônibus saem diariamente de Rio Branco com destino a São Paulo.

Segundo a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, até 22 viagens serão realizadas, totalizando quase 1.000 pessoas enviadas. Toda a despesa está sendo bancada pelo Ministério da Justiça, com custo R$ 1 milhão.

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Em março do ano passado, quando o governo acreano começou as primeiras viagens, a prefeitura e o governo de SP reclamaram da não comunicação do ato por parte das autoridades locais. Agora, a prefeitura da maior cidade do país voltou a fazer queixas.

“Sem notificação e prazo para planejamento e mobilização, nem por parte do governo do Acre nem por parte do governo federal, nossa cidade terá dificuldades para receber em nossa rede assistencial essa quantidade de pessoas”, disse a prefeitura paulistana por meio de nota. “Se os entes federados agissem de forma articulada e colaborativa os resultados seriam muito mais eficazes.”

Ano passado este desentendimento entre os petistas de SP e do Acre criou desconforto político. O governador Tião Viana (PT) disse que a “elite paulistana” é “higienista” por não querer o envio dos migrantes.  

Ao menos 70 ônibus deixaram de Rio Branco com destino a São Paulo entre março e dezembro de 2014, o que representa a saída de mais de 3.000 haitianos bancados pelo governo do Acre. O translado precisou ser interrompido no fim do ano passado por falta de recursos, sendo retomado agora. Com a interrupção das viagens, o abrigo enfrentou superlotação nos primeiros meses de 2015 mais de 1.000 pessoas se aglomeravam em espaço com capacidade máxima para 200.  

Por conta do deslocamento promovido pelo governo ano passado, o Estado ficou com uma dívida de R$ 3 milhões com a empresa de transporte. Desde 2011, segundo o secretário Nilson Mourão (Direitos Humanos), o gasto com a assistência já supera os R$ 20 milhões. Desde 2011 cerca de 38 mil imigrantes já entraram no Brasil pela fronteira do Acre com Peru e Bolívia.

“Chegamos ao limite de nossa capacidade na assistência [aos imigrantes] A situação é delicada, passou do nosso nível de capacidade”, diz Mourão sobre o novo procedimento de envio dos haitianos para SP.

“Nosso papel é fazer os imigrantes chegarem ao destino final. Isso [ir para SP] é uma opção deles. Eles não vêm para ficar no Acre, mas para outros centros. Muitos também não ficarão em São Paulo, seguirão para outras cidades onde estão seus parentes”, afirma ele.

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