Ela ainda não teve oportunidade de conversar com o governador Tião Viana (PT) sobre saúde, mas se isso tiver que acontecer, segundo ela, não tem interesse que seja em encontro reservado. “Que seja em ambiente público, para lembrar a ele a insatisfação generalizada dos cidadãos com a saúde pública no Acre”.
Eliane Sinhasique admite que pode ser candidata à prefeita de Rio Branco, mas que essa discussão será conduzia pelo partido. “Acho que já deu para o PT. A voz que ouvimos nas ruas diz que o Acre pede alternância de poder e que o prazo do PT já acabou”.
Leia os principais trechos da entrevista:
ContilNet – O PMDB abriria mão de lançar candidatura própria?
Eliane Sinhasique – No momento certo a população saberá quem vai nos representar na corrida pela prefeitura. Essa candidatura própria está sendo consolidada.
CN – Você é o nome da vez. Concorda?
ES – Olha, é cedo ainda. Posso ser eu, sim. Mas pode ser outra pessoa tão qualificada quanto eu. A decisão é do partido. Nós trabalhamos com responsabilidade.
CN – Avalie o PT
ES – As pessoas não querem mais votar no candidato do PT. Criou-se expectativas de uma administração maravilhosa, e isso não aconteceu. Ouço isso nas ruas. O PT está desgastado. As pessoas estão cansadas. Se o nosso candidato consegui levar, em campanha, propostas de solução prática para tudo que está deixando a população descontente e descrente, tenho certeza que seremos vitoriosos.
CN – O PMDB “namora” o senador Petecão?
ES – Certamente. Nós todos da oposição nos namoramos e nos respeitamos, ao contrário do que muita gente pensa. Essa idéia de que a oposição não se entende não é verdadeira. É óbvio que as divergência existe, e existe inclusive do lado de lá, da situação. O espírito oposicionista está acima de qualquer coisa.
CN – Que nota a senhora daria à sensibilidade do prefeito Marcus Alexandre em relação às suas demandas como vereadora?
ES – Eu daria nota 6. Muitas coisas foram atendidas. Muitas outras, não. Não vi sensibilidade do prefeito, por exemplo, á minha proposta de se instituir a engenharia pública, destinada a cidadãos que não podem pagar um engenheiro na hora de projetar sua casa própria.
CN – E com o governador, qual a relação de vocês?
ES – Meramente institucional. Não tive a oportunidade de conversar com ele. Eu quero um encontro público com o governador, afinal não há necessidade de reunião privada entre nós.
CN – O que a senhora diria a ele?
ES – Será para tratar de interesses da população. Ele, como médico, precisa ouvir os reclamos da população na área da saúde. Há muitas falhas desde o atendimento até a logística. Como cidadã, não como parlamentar, eu tenho críticas a apresentar. Se o governador mudar, por exemplo, o critério de escolha dos gestores das unidades de saúde muita coisa pode melhorar. Essas pessoas não deveriam ser nomeadas por acordos políticos e amizades. Com saúde não se brinca. Não podemos botar um curioso para tomar conta de um pronto-socorro, por exemplo. Nós precisamos ser mais técnicos nessa hora. Quem não tem noção do que é um ambiente hospitalar e não conhece de medicina está, naturalmente, descredenciado a assumir cargos como esse.
CN – Que tipo de perfil terão os candidatos do PMDB?
ES – Estamos qualificando os quadros do partido. Este processo já vem de algum tempo. A partida do Armando (tesoureiro do PMDB, que faleceu no último domingo) não vai parar esse processo. O PMDB jovem e Mulher, além da Fundação Ulisses Guimarães, estão, também, muito envolvidos. É preciso que os nossos pré-candidatos saibam quais as funções do vereador, suas competência, e não saiam por aí fazendo promessas impossíveis de serem cumpridas e, ao chegarem na Câmara, não nos deixem envergonhados. Ele tem que trabalhar ficado nisso.
