A Secretaria de Turismo e Lazer (Setul) reuniu representantes das comitivas na manhã desta terça-feira (23), na Biblioteca Pública, para discutir as mudanças que estão previstas para a cavalgada, na abertura da Feira de Entretenimento e Negócios no Acre, a Expoacre 2015, que acontecerá no dia 27 de julho.
Entre as mudanças estão a obrigatoriedade de as comitivas assinarem um Termo de Ajuste de Conduta com o Ministério Público do Estado, além do pagamento de uma taxa para o Fundo de Reaparelhamento Policial (Furepol).
De acordo com a secretária de Turismo Rachel Moreira, as reclamações que a sociedade fez contra maus-tratos aos animais, má conduta no trânsito e falta de segurança durante o evento, estão sendo pautadas nas reuniões.
“A gente tinha um clamor da sociedade em relação à cavalgada, principalmente os eventos de maus-tratos que aconteceram no ano passado com os animais. O MP entraria com uma ação civil pública por causa do uso dos cavalos. Em parte essa mudança pode acontecer, mas ainda não está definida”, explica a secretária.
As novas regras serão definidas e anunciadas na sexta-feira (26) com a participação do Ministério Público. Neste ano, além dos seguranças privados de cada comitiva, a organização vai exigir que haja distribuição proporcional de um segurança para cada grupo de 40 participantes.
Comitivas
Tony Santos, presidente da Comissão da Cavalgada, conta que as novas regras de segurança não devem alterar o o costume do povo de participar do evento, bem como não deve aumentar os custos das comitivas.
“Não há alterações nem em custo e nem em diversão. A diversão faz é aumentar devido a segurança. Quanto mais segurança, mais tranquilidade de quem participa. Quanto mais normas existirem, melhor, e assim evitamos as comitivas ‘pirangueiras’ de entrarem e fazerem alguma coisa que possa prejudicar a quem comercializa as comitivas”, explicar o presidente.
Mesmo com a polêmica relacionada ao uso de animais na abertura, Santos acredita que a proibição não deve acontecer. Para isso, a comissão estaria preparando um plano, traçando um novo trajeto menos agressivo aos animais.
“A gente montou um plano para que não se retirar o cavalo da cavalgada, afinal o cavalo é uma peça chave para a abertura da Expoacre. Então foi planejada uma rota sem alterar sequer o trajeto ou a tradição do evento”, finaliza.
