greve
A greve da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), iniciada em 21 de maio, tem causado prejuízos na economia da região Norte. Na capital do Amazonas, o sindicato das transportadoras calcula prejuízos na ordem de R$ 319 milhões. Ao todo, 914 carretas e 18 mil toneladas de produtos estão parados nos pátios das transportadoras esperando pela fiscalização que deve ser feita pelo órgão.
Os números se referem ao resultado acumulado entre os dias 21 de maio a 12 de junho. Ainda não se sabe os impactos da greve na economia acreana, que também tem preocupado o sindicato das empresas de transporte e os caminhoneiros autônomos.
Eles reclamam da demora excessiva para a fiscalização de suas cargas; os caminhões só podem fazer a descarga das mercadorias após vistoria nos veículos e nas notas fiscais pela Suframa, a depender do canal em que o documento está classificado.
Existem três tipos de canais – o verde, onde as mercadorias são liberadas sem necessidade de fiscalização; o vermelho onde parte das cargas é fiscalizada e o cinza, em que necessariamente 100% dos produtos necessitam passar por vistoria pelos servidores da Suframa. Antes da greve, 60% das cargas ia para o canal verde, 25% para o vermelho e 15% cinza. Com a greve, o índice de canal cinza está entre 80 e 85%.
O presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, afirma que o prejuízo alegado pelas empresas não é alarmante. “Estamos cumprindo como determina a lei de greve. Nesse caso, iniciada como consequência do descaso do governo federal com os servidores da Suframa”, destaca.
Em Manaus, os trabalhos da Suframa chegaram a ser feitos por auditores da Secretaria Estadual da Fazenda, a partir de uma determinação judicial. Mas uma reconsideração da Justiça Federal, a partir do pedido do Ministério Público Federal, os trabalhos foram retomados pelos servidores da Suframa, mantendo apenas 30% da força de trabalho.
Com informações de A Crítica
