Os números se referem ao resultado acumulado entre os dias 21 de maio a 12 de junho. Ainda não se sabe os impactos da greve na economia acreana, que também tem preocupado o sindicato das empresas de transporte e os caminhoneiros autônomos.
Eles reclamam da demora excessiva para a fiscalização de suas cargas; os caminhões só podem fazer a descarga das mercadorias após vistoria nos veículos e nas notas fiscais pela Suframa, a depender do canal em que o documento está classificado.
Existem três tipos de canais – o verde, onde as mercadorias são liberadas sem necessidade de fiscalização; o vermelho onde parte das cargas é fiscalizada e o cinza, em que necessariamente 100% dos produtos necessitam passar por vistoria pelos servidores da Suframa. Antes da greve, 60% das cargas ia para o canal verde, 25% para o vermelho e 15% cinza. Com a greve, o índice de canal cinza está entre 80 e 85%.
O presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, afirma que o prejuízo alegado pelas empresas não é alarmante. “Estamos cumprindo como determina a lei de greve. Nesse caso, iniciada como consequência do descaso do governo federal com os servidores da Suframa”, destaca.
Em Manaus, os trabalhos da Suframa chegaram a ser feitos por auditores da Secretaria Estadual da Fazenda, a partir de uma determinação judicial. Mas uma reconsideração da Justiça Federal, a partir do pedido do Ministério Público Federal, os trabalhos foram retomados pelos servidores da Suframa, mantendo apenas 30% da força de trabalho.
Com informações de A Crítica
