Mais de 150 pirangueiros (pessoas que trabalham com o transporte ilegal de passageiros em motos) fecharam as principais ruas centrais de Rio Branco. Com o protesto, os motoristas e usuários de ônibus tiveram uma fim de manhã caótica nesta quarta-feira (22). Um dos pontos fechados foi o cruzamento da avenida Getúlio Vargas com a rua Rui Barbosa, próximo à prefeitura.
Os manifestantes exigiam uma audiência com o prefeito Marcus Alexandre. Eles reclamam do que classificam como perseguição por parte dos agentes da Superintendência de Transporte e Trânsito de Rio Branco (Rbtrans). De acordo com Fabio Lira, líder do movimento, os agentes estariam perseguindo o trabalho dos pirangueiros e, em alguns casos, jogando os veículos de fiscalização contra as motos, colocando em risco a vida dos passageiros.
Os pirangueiros se apresentam como integrantes de uma cooperativa, a Coopermotos. Procurada, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), entidade responsável por regulamentar o setor, informou que os “pirangueiros” não têm registro por não estarem legalizados pela prefeitura.
O chefe da Casa Civil da prefeitura, André Kamai, esteve com os manifestantes e afirmou que conversaria mediante a liberação das ruas interditadas, mas os manifestantes negaram a proposta. “Não vamos abrir, queremos conversar primeiro e de preferência com o próprio prefeito. Daqui iremos interditar a rua do terminal urbano”, garantiu um dos lideres do movimento.
