De acordo com o secretário José Reis (Agricultura e Pecuária), o principal motivo a impedir o Acre de exportar sua carne, não somente para os EUA como outros países, é a falta de estrutura dos frigoríficos instalados no Estado. Para exportar o produto, estes frigoríficos devem atender a uma série de normas exigidas pelo mercado internacional.
“Por falta de qualidade e competividade da nossa pecuária não é [para exportar]. Temos uma das melhores carnes do Brasil, vendemos bastante para o Rio Grande do Sul e São Paulo. Temos o nosso boi verde, criado sem confinamento. Os mesmos complexos frigoríficos instalados no Acre estão em outros Estados aptos a vender para os Estados Unidos”, afirma Reis.
“É tudo uma questão de escolha de mercado e investimento por parte das empresas.” Segundo ele, um fazendeiro acreano, para exportar carne para o Chile, precisa levar seus bois vivos para abate em Rondônia.
De acordo com o secretário, a pecuária acreana tem todas as condições de competir no mercado internacional. “Agora cabe ao setor privado fazer os investimentos para os frigoríficos terem a estrutura de exportação”, afirma.
