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Com frigoríficos sem estrutura, Acre fica de fora em exportação de carne para Estados Unidos

Por Fábio Pontes, da ContilNet Notícias

economia

Mesmo com uma das pecuárias mais competitivas do Brasil, o Acre ficou de fora dos Estados aptos a exportar carne in natura para os Estados Unidos. Na semana passada, após a visita da presidente Dilma Rousseff a Washington, o governo americano anunciou que voltaria a comprar carne brasileira. Ao todo, 14 Estados podem vender para este novo mercado externo. Um deles é Rondônia, dono da oitava maior pecuária do País.

De acordo com o secretário José Reis (Agricultura e Pecuária), o principal motivo a impedir o Acre de exportar sua carne, não somente para os EUA como outros países, é a falta de estrutura dos frigoríficos instalados no Estado. Para exportar o produto, estes frigoríficos devem atender a uma série de normas exigidas pelo mercado internacional.

“Por falta de qualidade e competividade da nossa pecuária não é [para exportar]. Temos uma das melhores carnes do Brasil, vendemos bastante para o Rio Grande do Sul e São Paulo. Temos o nosso boi verde, criado sem confinamento. Os mesmos complexos frigoríficos instalados no Acre estão em outros Estados aptos a vender para os Estados Unidos”, afirma Reis.

“É tudo uma questão de escolha de mercado e investimento por parte das empresas.” Segundo ele, um fazendeiro acreano, para exportar carne para o Chile, precisa levar seus bois vivos para abate em Rondônia.

De acordo com o secretário, a pecuária acreana tem todas as condições de competir no mercado internacional. “Agora cabe ao setor privado fazer os investimentos para os frigoríficos terem a estrutura de exportação”, afirma.  

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