O bloqueio da rua principal do conjunto habiatacional Ruy Lino, ocorrido há três semanas, em protesto contra a falta de água tratada na região, não deu resultado. A unidade habitacional III, recém inaugurada, já abriga dezenas de famílias, e o abastecimento, uma promessa para ser ininterrupto e diário, voltou a ser alvo de críticas.
“A água cai, mas sem força para subir na caixa. O jeito é desmontar a tubulação, aparar no balde e carregar pra dentro de casa”, relatou a moradora Marizete da Silva, desempregada (Veja vídeo).
Para lavar as roupas de toda a família, a mulher caminha cerca de 45 minutos desde a casa, na quadra 05 do conjunto Ruy Lino II, até a residência da cunhada, que também usa água de poço.
Não surpreende a solidariedade dos moradores que, com poder aquisitivo, construíram poços para não depender da água que o poder público tem a obrigação de fornecer aos domicílios.
“Não me importo (em dar água). Acho que isso podia ter mudado. Falta de água em Rio Branco é um problema tão antigo, não é mesmo?”, indaga o vigia Antônio Braga Divino. Sorridente, liga a bomba e faz questão de abastecer pequenos reservatórios dos vizinhos que chegam de locais diversos, no bairro Mocinha Magalhães, para pedir-lhe ajuda.
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