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Governo inclui diretores de escolas em negociação para tentar enfraquecer greve

Por Fábio Pontes, da ContilNet Notícias

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O governo comunicou na manhã desta quinta-feira (30) que dará prioridade ao Conselho de Diretores de Escolas Públicas do Estado (Codepe) nas negociações com os professores e servidores da educação em greve. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa na Secretaria de Educação que reuniu os diretores e o titular da pasta, Marco Brandão. O conselho ainda pediu que o governo anistie os pontos cortados dos docentes paralisados.

Apesar de alguns integrantes do Codepe afirmarem que a entidade ficará à frente das conversas, a presidente Jacilene Castro declarou que o objetivo não é substituir o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac). “Também somos membros e estamos representados pelo Sinteac”, afirma ela.

De acordo com a diretora, a iniciativa de procurar o governo se deu após descordarem da forma como o Sinteac vem liderando o processo. Os diretores afirmam que alguns professores estão sendo forçados a aderir ao movimento grevista, sofrendo intimidações por parte de membros do sindicato.

“Nós procuramos a secretaria não com o objetivo de desapropriar de nossa greve, que é justa, nós concordamos com isso, mas discordamos da situação a que foi levada essa greve. Nós pedimos ao governo que as negociações pudessem ser retomadas”, diz Jacilene. O secretário Marco Brandão afirmou que o Codepe é legítimo para conduzir as negociações.

“Nós queremos o diálogo, queremos o bom senso, nós queremos o direito de nossos alunos assegurados”, comenta a presidente do Codepe. Brandão afirma que o objetivo é negociar com a categoria, e que se o Codepe estiver à frente do movimento, a entidade terá prioridade na mesa de negociação.

“Se o Codepe vir a tomar junto ao Sinteac a frente das negociações será com quem vier a tomar esta negociação, o que esta sendo definido aqui é que o Codepe passa a integrar esta frente de negociações. O Codepe é legítimo para esta negociação”, diz o secretário Brandão.  

A reportagem procurou o Sinteac para comentar o assunto, mas a presidente Rosana Nascimento não pode falar por estar liderando a Marcha da Democracia, que, de acordo com os organizadores, levou três mil pessoas a protestar contra o governo pela região central de Rio Branco.

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