O relatório da ONG detalha as atrocidades cometidas pelas forças governamentais e denuncia os ataques sistemáticos contra civis, que constituem crimes de guerra.
As atrocidades foram cometidas pelas forças governamentais com a ajuda de uma milícia da etnia bul nuer, informa a HRW.
Testemunhas relataram casos de parentes esmagados por tanques, pessoas com os corpos retalhados por machados e pessoas fuziladas, enforcadas e queimadas vivas.
Algumas das 174 pessoas entrevistadas também relataram ter visto soldados castrar um homem e um adolescente de 15 anos.
Os combates começaram em dezembro de 2013 na capital, Juba, quando o presidente Salva Kiir, da etnia kinka, acusou seu vice, Riek Machar, da etnia nuer, de querer dar um golpe de Estado.
A rivalidade política degenerou rapidamente em um conflito étnico marcado por uma divisão no exército e matanças entre as duas etnias, que causaram milhares de vítimas.
Há também acusação de uso do estupro como arma de guerra e a utilização de crianças como soldados.
