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Assessoria blinda Tião Viana às vésperas de protestos para tentar evitar mais desgastes

Por Fabio Pontes, da Contilnet

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Governador do Acre, Tião Viana (PT)

Desde o fim da semana passada o governador Tião Viana (PT) tem sido poupado por sua assessoria de exposição pública e contato com a imprensa.

A estratégia é evitar desgastes desnecessários e perguntas tidas como inconvenientes neste momento de tensão política causada pela greve dos servidores da rede pública de educação.

Outra meta é evitar ranhuras às vésperas daquele que promete ser um dos maiores protestos contra o governo Dilma Rousseff (PT), com respingos na gestão do petista Viana.

O governador passou grande parte desta semana no Acre, mas deu preferência a cumprir agendas internas, recebendo seus secretários e assessores.

Outro ponto incômodo para o governo estadual é a possível concessão de progressão de pena ao ex-coronel Hildebrando Pascoal, que, de acordo com a Justiça, já tem o direito de cumprir a pena no regime semiaberto.

Nas ruas, o governo tem sido acusado de ser o principal articulador para manter o ex-deputado federal atrás das grades. Um dos pontos a marcar os protestos de domingo será os pedidos de liberdade de Hildebrando Pascoal, visto agora pela sociedade como “preso político”.

A greve na Secretaria de Educação também tende a ser outra bandeira nas manifestações. O endurecimento por parte do governo nas negociações, com ameaças de demissões e corte de ponto, é apontado como fator de indignação dos participantes da greve e da população em geral.

O governo afirma que apenas observará os protestos de domingo e depois fará os cálculos políticos de seus efeitos.

A ordem é evitar comentários contra o movimento popular para não provocar mais desgastes em um momento já não favorável à gestão petista.

Assessores avaliam que a melhor atitude é não colocar Tião Viana em exposição desnecessária. O gesto se contrapõe ao da presidente Dilma Rousseff, que intensificou sua agenda externa pelo País durante a semana.

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