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Câmera flagra sindicalista se apossando do celular de rival durante reunião no Sintesac

Por Assem Neto, Da Contilnet

Luiz Anute prestou queixa na delegacia de flagrantes/Foto: ContilNet

Luiz Anute prestou queixa na delegacia de flagrantes/Foto: ContilNet

O vice-presidente eleito do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sintesac), Jean Marcos de Souza, é suspeito de ter furtado o celular do presidente da Comissão Eleitoral, Luiz Anute. Imagens das câmeras de segurança do sindicato flagraram o momento em que Jean Souza se apossa do aparelho durante reunião tensa sobre a representação feita pelo presidente atual, Antônio Daniel, em que pede a recontagem de votos.

O flagrante feito pelo monitoramento eletrônico foi registrado às 11h21 da última sexta-feira. A câmera instalada no estacionamento do Sintesac mostra o suspeito verificando os bolsos da calça jeans, após deixar a sala de reunião.

“O celular permaneceu desligado por 48 horas, e apareceu na Delegacia de Flagrantes do nada. A polícia ligou para a minha filha, que é advogada, para avisar”, diz Anute, que não usa senha para bloqueio de tela do aparelho.

Uma queixa-crime foi registrada. “Ele não pode alegar que pegou por engano. Se não houvesse maldade, ele teria procurado saber de quem é o celular. Todos os meus dados pessoais, inclusive senhas de contas bancárias, estão ali”, diz. Segundo Anute, ainda não foi possível verificar  se o aparelho foi manipulado, o que demanda uma perícia a ser feita.

A comissão eleitoral decidirá nesta quarta-feira (12) sobre a impugnação da Chapa 1, que venceu as eleições. Uma briga ocorrida na frente do sindicato, no dia da votação, envolvendo um militante rival, motivou a representação contra o presidente eleito, Adailton Cruz. O estatuto do sindicato diz que “manifestações de rua que afetem o pleito ensejam na anulação dos votos”.

Veja o vídeo:

Outro lado

Consultado pela reportagem, Jean Souza revelou que ele próprio tomou a iniciativa de devolver o telefone na Delegacia de Flagrante.

“As imagens mostram que a sala estava cheia de gente, num momento tenso, e eu acreditava que aquele aparelho seria o meu. Eu jamais me apossaria de algo que não me pertence. Esta acusação é descabida e está afetando toda  a minha família. Eu sou um homem de bem e não tenho nome sujo. Naquela sexta-feira, eu cheguei em casa, troquei de roupa e fui pra fazenda. Quando voltamos pra casa, no sábado (7), a minha esposa foi lavar roupas e percebeu que havia dois celulares na minha calça – o meu e um outro que eu, naquele momento, não sabia de quem era. O celular do senhor Anute, que eu só fui descobrir que era dele depois que os policiais entrarem em contato com ele, já estava desligado. Em nenhum momento eu manipulei o aparelho”, diz o vice-presidente eleito do Sintesac.

Jean Souza procurou a polícia para registrar boletim de ocorrência em que fica comprovada a devolução do aparelho. “Eu estranho o fato de o senhor Anute não ter ido buscar o seu telefone na delegacia, pois ele foi informado pelos agentes de polícia”, concluiu o sindicalista

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