“Empate” de professores forma corrente humana em frente ao Palácio Rio Branco

empate8Professores e servidores da Universidade Federal do Acre, da Secretaria de Educação e do Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre realizaram na noite desta quinta-feira, em frente ao Palácio Rio Branco, uma manifestação em defesa do ensino público e gratuito. Os manifestantes formaram uma imensa corrente humana durante o que ele denominaram de “empate”, em referência ao líder sindical Chico Mendes (1944-1988), que reunia seringueiros para impedir a derrubada da florestas.

A manifestação foi organizada pela Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac), Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau do Acre (Sintest) e o Instituto Federal do Acre (Sinasefe). Os sindicalistas criticaram duramente os governos federal e estadual.

O ajuste fiscal resultou em corte de R$ 12,4 bilhões na educação público, impactando o funcionamento das universidade federais, onde os professores estão em greve e reivindicam defesa do caráter público da Universidade, condições de trabalho, garantia de autonomia, reestruturação da carreira e valorização salarial de ativos e aposentados.

O presidente da Adufac, Gilberto Melo, criticou a reitoria da Ufac, que apresentou orçamento com cortes, embora tenha declaro que a instituição não teria sido atingida e que buscará recursos a partir de emendas parlamentares. De acordo com o sindicalista, o campus universitário pode até “encher os olhos de lágrimas” quando apreciado com chafariz, painel digital, quiosques, centro de convenções, sem que tenham sido discutidas pelos professores, alunos e técnicos nos órgãos colegiados, com determina o estatuto e regimento.

Gilberto Melo afirmou que o discurso da administração da Ufac contrasta com a realidade. Ele afirmou que o restaurante universitário, iniciado no ano passado, ao custo de R$ 3 milhões, foi entregue com dez meses de atraso e teve aditivo de R$ 805,4 mil. Ele assinalou que a prefeitura do campus terá diariamente R$ 49,1 mil para suas atividades enquanto nos centros acadêmicos e Colégio de Aplicação o valor diário para ensino, pesquisa e extensão é de apenas R$ 500.

“A beleza é importante e custa caro, mas o que todos os professores da Ufac desejam é que o nosso trabalho seja tão iluminado quanto os lagos. Ou seja: iluminados com atendimento de nossa pauta local, melhores condições de trabalho, carreira reestruturada com o ajuste linear e única parcela, valoriazação de ativos e aposentados e, sobretudo, respeito e dignidade para continuarmos a ter Universidade pública, gratuita, laica e refenreciada socialmente. Por tudo isso, devemos empatar o ajuste fiscal e defender educação pública e gratuita”, discursou o presidente da Adufac, sindicato que teve a iniciativa de propor a manifestação.

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