Rio Branco, Acre,


Suspeito de golpes contra 40 mulheres ricas em redes sociais é preso no DF

O especialista em crimes virtuais Leonardo Memória enfatiza que é cada vez mais comum que se utilize a internet para praticar atos ilícitos, como estelionatos.

Antônio Carlos Guimarães, 45, ostentava nas redes sociais para enganar mulheres
Antônio Carlos Guimarães, 45, ostentava nas redes sociais para enganar mulheres

Um homem conhecido como “Don Juan do Lago Sul” foi preso nesta quarta-feira (19) sob acusação de aplicar golpes em pelo menos 40 socialites de Brasília.

Antônio Carlos Guimarães, 45, abordava as vítimas pelas redes sociais e ostentava um alto poder aquisitivo com fotos em carros importados, com roupas de grife e em restaurantes luxuosos. De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, o suspeito conseguiu tirar das mulheres mais de R$ 300 mil.

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Segundo o delegado-chefe da 10ª DP do Lago Sul, Plácido Rocha, em uma semana, nove pessoas compareceram à delegacia e disseram que foram enganadas pelo bandido. “É bem provável que o número de vítimas seja bem maior. Entretanto acreditamos que muitas não denunciem os golpes porque mantinham relação extraconjugal com Antônio.”

A maioria das mulheres tinham mais de 45 anos e se apaixonaram pelo suspeito. Após conquistar a confiança delas, Guimarães pedia dinheiro “emprestado”, fazia empréstimo no nome delas e cometia estelionatos. Na delegacia, a Polícia Civil descobriu que o homem tem mais 26 inquéritos abertos por estelionato e receptação. “O primeiro boletim de ocorrência contra ele foi feito em 1990”, explica Plácido Rocha.

Sobre a vida luxuosa que o “Don Juan” ostentava, o delegado-chefe diz acreditar que não passava de farsa. Para ele, quem tem realmente poderes aquisitivos altos não ostenta de tal forma. “Ele até dizia que tinha um apartamento próprio em Miami. Tudo isso para seduzir as mulheres e conseguir mais dinheiro delas.”

Ele foi preso em flagrante em uma agência da Caixa Econômica Federal no Lago Sul. No momento da abordagem, usava o documento de um morador de rua para abrir uma conta. Ele pode pegar de um a cinco anos de prisão por golpe aplicado.

Dicas para se proteger

O especialista em crimes virtuais Leonardo Memória enfatiza que é cada vez mais comum que se utilize a internet para praticar atos ilícitos, como estelionatos. Segundo ele, medidas de segurança como não compartilhar senhas de redes sociais, de e-mail ou de banco, além de sempre trocá-las pelo menos semestralmente e mesclar letras e números para aumentar o grau de dificuldade, ajudam a evitar golpes.

“É sempre bom tomar muito cuidado com a superexposição nas redes sociais. Marcar locais em fotos postadas em mídias sociais deve ser muito bem avaliado, pois as pessoas podem verificar endereços como da sua casa ou trabalho ou de lugares que a pessoa costuma frequentar. Muita gente também gosta de ostentar e acaba postando fotos de seu patrimônio na web.”

Outra dica importante é tentar ter relacionamentos com pessoas reais, de confiança e que se tenha contato pessoal. “Desconfie sempre de amigos de que você nunca viu na vida ou que demonstram ter o mesmo interesse que você. É muito fácil manipular informações na internet. Um criminoso sempre tenta demonstrar os mesmos gostos das vítimas, para facilitar o golpe”, afirma o advogado.

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