Rio Branco, Acre,


TSE inocenta Tião e Jorge de abuso de poder econômico e político em campanha de 2010

Foi determinado o imediato arquivamento do recurso contra a expedição dos diplomas do senador e do governador

Viana disse não guardar mágoa de qualquer um dos autores da ação judicial que afetou a ele e a outras pessoas
Viana disse não guardar mágoa de qualquer um dos autores da ação judicial que afetou a ele e a outras pessoas

O governador do Acre Tião Viana (PT) e o senador Jorge Viana (PT-AC) foram inocentado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na terça-feira (25) da denúncia do Ministério Público Eleitoral do Acre de abuso de poder econômico e político durante a campanha de 2010. A decisão do TSE foi anunciada pelo senador na manhã desta sexta-feira (28), em Rio Branco, durante entrevista coletiva em seu escritório político.

Os ministros do TSE reconheceram a fragilidade das alegações do Ministério Público Eleitoral. Como consideraram que as afirmações do MPE não encontram amparo em qualquer indício ou prova, foi determinado o imediato arquivamento do recurso contra a expedição dos diplomas do senador e do governador.

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Jorge Viana lamentou que o processo, que durou cinco anos, tenha causado graves prejuízos a pessoas que também estavam sob suspeição. Ele citou o caso da então juíza eleitoral Arnete Guimarães, que pediu afastamento do Tribunal Regional Eleitoral do Acre por conta das denúncias. Ela chegou a ser investigada pelo Conselho Nacional de Justiça sob a acusação de ter beneficiado com uma liminar o então candidato Jorge Viana.

O senador se declarou feliz pelo que chama de “justiça feita”. “Tão logo recebi a notícia eu quis comunicar à opinião pública sobre a prova da minha inocência. Foi bem difícil passar estes anos todos sob suspeição, mas a verdade prevaleceu”.

Viana disse não guardar mágoa de qualquer um dos autores da ação judicial que afetou a ele e a outras pessoas, incluindo jornalistas, que tiveram materiais apreendidos. “Acho que esta hora tem pessoas com peso na consciência por causa da injustiça que cometeram. Eu não sou de revanche. Não tenho acerto de contas para fazer com ninguém”, acrescentou.

Alegando sofrimento psicológico por conta do longo processo, o senador criticou as regras que regem atualmente o sistema eleitoral. Na avaliação dele, existe uma indústria para cassar mandatos legitimamente conquistado nas urnas.

“É uma indústria do inconformismo, onde quem perde usa recursos judiciais para tentar retirar o mandato de quem ganha”, disse, citando que um dos autores da ação foi o candidato derrotado ao governo em 2010, Tião Bocalom, que era do PSDB.

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