Rio Branco, Acre,


‘Aprendi a criar na Grande Depressão’, diz designer de 91 anos

Aos 10 anos, já sabia que queria ser inventora, mas o orientador vocacional em minha escola disse que mulheres não seriam aceitas em faculdades de engenharia.

Barbara foi contratada aos 89 anos, depois de escrever uma carta para a empresa
Barbara foi contratada aos 89 anos, depois de escrever uma carta para a empresa

Pense no Vale do Silício – a região do Estado americano da Califórnia em que estão concentradas algumas das empresas de tecnologia mais famosas do mundo -, e a imagem que vem à cabeça é a de uma população jovem e “descolada”.

Daí a surpresa com a história de Barbara Knickerbocker-Beskind. Aos 91 anos, ela trabalha como designer e é uma referência no campo da terapia ocupacional. Ela conversou com a BBC sobre sua paixão por invenções. E explicou o segredo de sua longevidade profissional.

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“Durante a Grande Depressão, não tínhamos dinheiro para coisa alguma, então tínhamos que atuar como solucionadores de problemas desde o início. Não havia outra alternativa. As únicas coisas que não fabricamos foram sapatos e óculos.

Criatividade

Meu pai foi um dos primeiros 100 agentes do FBI (a Polícia Federal americana), mas quando eu tinha um ano ele perdeu o emprego e ficou sem trabalhar por sete anos. Tivemos que nos mudar para a casa de minha avó. Mas meu pai era um grande observador e herdei isso dele. E minha mãe sempre foi muito criativa.

Não tínhamos dinheiro para brinquedos, por exemplo, então fazíamos os nossos. Eu, por exemplo, usei dois pneus para fazer um cavalinho – e com ele aprendi muito sobre a gravidade, pois caí várias vezes.

A inventora também fez ajustes na própria bengala

Aos 10 anos, já sabia que queria ser inventora, mas o orientador vocacional em minha escola disse que mulheres não seriam aceitas em faculdades de engenharia. Fui então cursar economia do lar, pensando que talvez pudesse desenhar alguns novos abridores de latas.

Mas, em 1945, quando me formei pela Universidade de Syracuse, tive a sorte de ser aceita pelo programa de terapia ocupacional do Exército Americano. Foi o que realmente lançou minha carreira.

Naquela época, a terapia ocupacional usava o artesanato, bem como trabalhos em carpintaria, por exemplo, para ativar as pernas e braços de pacientes voltando da Segunda Guerra Mundial. Minha missão era fazer com que os pacientes ganhassem o máximo de independência possível – que conseguissem segurar uma colher ou um garfo, por exemplo.

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