Rio Branco, Acre,


De olho no Senado em 2018, Sibá desidrata correntes minoritárias do PT

O principal nome já cooptado por Machado é o do deputado estadual Jonas Lima (PT), que integrava a DS

Deputado Sibá Machado (PT)
Deputado Sibá Machado (PT)/Foto: Agência Câmara

Já de olho em voltar a ocupar uma cadeira no Senado Federal, o atual líder do PT na Câmara dos Deputados, Sibá Machado (AC), trabalha silenciosamente para colocar ao seu lado as principais lideranças petistas que integram as correntes minoritárias, entre elas a Democracia Socialista (DS) e a EPS (Esquerda Popular Socialista). O objetivo é contar com um amplo apoio interno para se cacifar como o segundo nome do PT na disputa pelo Senado, ao lado de Jorge Viana.

Conforme ContilNet apurou, Sibá tem usado de sua influência como líder do PT para arrebanhar estes líderes, com base eleitoral sobretudo no Vale do Juruá, região de pouca entrada do petista.

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O principal nome já cooptado por Machado é o do deputado estadual Jonas Lima (PT), que integrava a DS. Com sua reduto eleitoral em Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima, o parlamentar não resistiu aos assédios ante a promessa de, em troca, entrar com mais intensidade em regiões como o Alto e Baixo Acre, onde Machado tem sua base de votos.

O vereador Marronzinho (PT), de Cruzeiro do Sul, e também ex-DS, é outro a migrar para a corrente de líder do PT, a Articulação. Mais dois vereadores de Rodrigues Alves seguiram o mesmo trajeto. Vendo-se isolado diante da desfiliação de Rosana Nascimento e outros líderes da CUT, Manoel Lima, que conduzia a corrente Articulação Sindical, agora é oficialmente “sibasista”.

Todas estas correntes estiveram com Sibá no processo eleitoral do PT, em 2013. Após a derrota, porém, cada uma seguiu seu caminho.  Para petistas ouvidos, quem faz esta mudança está se deixando levar pelo “canto da sereia”.

“O Sibá só será líder do PT até o fim do ano. A partir de fevereiro será outro nome, e toda a influência que tem hoje cairá por terra”, diz um membro da Democracia Radical, o campo majoritário da sigla.  Para um integrante da DS, será difícil o deputado segurar em torno de si este grupo ante a perda de influência que terá no pós-liderança.

Dentro do governo Tião Viana ele é tratado apenas com “tolerância”, ante os ressentimentos dele ter enfrentado o grupo do governador na disputa interna do partido. “Sem o cargo de líder ele terá o mesmo tratamento dos demais parlamentares”, analisa um ex-aliado de Sibá Machado.

O deputado tomou gosto pelo cargo de senador desde que ocupou por sete anos a cadeira de Marina Silva, enquanto ela foi ministra do Meio Ambiente de Luiz Inácio Lula da Silva. Quando a ex-senadora deixou a pasta, dizia-se à época, que por muito pouco ele não queria devolver o posto, lembram, brincando, integrantes da Frente Popular.

É pouco provável que o PT vá para chapa puro-sangue pelo Senado. Desde que chegou ao governo, em 1999, a legenda não fez esta proeza quando de duas vagas em aberto. Em 2002 Marina Silva teve como parceira Geraldo Mesquita Júnior, então no PSB; os dois se elegeram. Em 2010 foi a vez de Jorge Viana e Edvaldo Magalhães (PCdoB); somente o ex-governador saiu vitorioso.

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